O estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as origens do COVID-19, elaborado em conjunto com especialistas chineses, refere que a transmissão do vírus de morcegos para humanos através de outro animal é o cenário mais provável e diz ser "extremamente improvável" que o vírus tenha sido transmitido a partir de um laboratório em Wuhan, noticia esta segunda-feira, 29 de março, a "Associated Press "(AP).

A agência noticiosa teve acesso a uma versão quase final do relatório preparado pela OMS, tendo sido o documento facultado por um diplomata em Genebra. A fonte em causa preferiu manter o anonimato por não estar autorizado a fazer a divulgação uma vez que não estava ainda claro se o relatório poderia sofrer alterações antes do lançamento.

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O estudo teve por base quatro principais cenários para o aparecimento do vírus, tendo sido apontado como o mais provável a transmissão de morcegos para humanos através de um outro animal. Vírus muito semelhantes foram já detetados em pangolins, mas o estudo observou ainda que animais como os visons e os gatos são também suscetíveis à COVID-19 — o que leva a crer que estes animais possam funcionar como portadores do vírus e transmiti-lo para os humanos.

O relatório ao qual a agência noticiosa teve acesso também ainda não é conclusivo quanto à possível origem do surto no mercado alimentar de Wuhan, onde foram registados os primeiros grupos de infetados, em dezembro de 2019. A descoberta de outros casos anteriores sugere que a pandemia possa ter começado noutro lugar. "Não há nenhuma conclusão forte sobre o papel do mercado de Huanan na origem do surto, ou como a infeção foi introduzida no mercado", diz o relatório citado pela "AP".

A divulgação do relatório em causa foi já adiada várias vezes, o que fez com que se levantasse questões sobre se o governo chinês estaria a tentar distorcer as conclusões. Contudo, segundo a fonte da OMS, esta divulgação deverá acontecer "nos próximos dias", escreve a "AP".

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