Marc Gauthier é um caso que quase parece um milagre. O francês de 63 anos, natural de Bordéus, recuperou a independência que a doença de Parkinson lhe retirou há quase três décadas. Isto tudo graças a um avanço cirúrgico no Hospital Universitário de Lausanne (CHUV), na Suíça, que lhe conseguiu restituir a capacidade de andar e realizar tarefas por conta própria.

Diagnosticado aos 36 anos, Gauthier enfrentou grandes desafios no que à coordenação motora diz respeito, tendo a sua autonomia ficado bastante limitada. Contudo, esse era um cenário que tinha os dias contados, já que foi o primeiro paciente a beneficiar de um implante inovador cujo objetivo era trazer-lhe a capacidade de se mover de volta, de acordo com a Reuters.

A tecnologia deste procedimento está assente numa neuroprótese, que consiste num conjunto de elétrodos aplicados na medula espinal e que trabalham juntamente com um gerador de impulsos elétricos implantado sob a pele do abdómen. Essa combinação estimula os músculos das pernas, possibilitando o movimento.

"Mudou a minha vida, porque agora sou independente. Posso sair de casa, fazer recados. Até ando a pé", relatou Gauthier, citado pela agência de notícias, deixando patente a alegria que sentia, fruto do regresso da sua liberdade. Mas o homem não foi o único a ficar surpreendido pelos resultados obtidos através deste procedimento.

Os resultados chamaram a atenção da comunidade científica e foram publicados na revista "Nature Medicine". A pesquisa sugere que a tecnologia pode ser aplicada a pacientes com estágios avançados de Parkinson, cujas dificuldades de mobilidade que enfrentam são ainda mais sérias.

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Depois do sucesso deste procedimento, planeiam-se ensaios clínicos para seis novos pacientes em 2024. Este avanço surge como uma luz no fim do túnel para os milhões de pessoas afetadas pela doença de Parkinson, uma condição neurológica degenerativa que provoca sintomas como tremores, rigidez e dificuldades de equilíbrio e coordenação.

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