A rede social Instagram, detida pela Meta, está a esconder conteúdos relativos ao aborto e em alguns casos exige que os utilizadores confirmem se são maiores de idade para poderem ver as publicações com alerta de “conteúdo sensível”. A situação acontece depois de os Estados Unidos terem revertido na sexta-feira, 24 de junho, a decisão do caso Roe vs. Wade, que concedia às mulheres norte-americanas o direito ao aborto.

No seguimento da decisão do Supremo Tribunal dos EUA, foi publicado numa página de Instagram com mais de 25 mil seguidores um texto intitulado “Aborto na América, como ajudar” — com o objetivo de angariar dinheiro para organizações de aborto e fazer um apelo para que as pessoas se juntassem aos protestos contra a revogação da lei de 1973 — que recebeu o aviso de “conteúdo gráfico ou violento”.

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Esta é uma das publicações em causa, no entanto, o Instagram diz que se trata de erro de programação, de acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), citada pela CNN Portugal.

No Twitter, a rede social da Meta escreveu ainda que “pessoas em todo o mundo” estavam a ver “'ecrãs de sensibilidade' em diferentes conteúdos quando não deviam” e, através de um e-mail, um porta-voz da Meta Platforms Inc. disse que a empresa não impõe restrições de idade ao conteúdo sobre aborto.

Contudo, a AP refere que o Instagram e o Facebook, ambos da Meta, esconderam publicações que ofereciam o envio de pílulas abortivas para Estados que restringem o uso, ao passo que conteúdos sobre envio gratuito de armas ou canábis continuavam a circular sem restrições.

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