Wade Robson e James Safechuck foram duas das alegadas vítimas que, em "Leaving Neverland", o documentário polémico da HBO, revelaram como tinham sido abusadas sexualmente por Michael Jackson. Os relatos são fortes, cruéis, repletos de detalhes mórbidos e parecem não deixar margem para dúvidas: o rancho privado do rei da pop era, aparentemente, mais do que a representação inocente da Terra do Nunca, das histórias de Peter Pan.

Além das várias salas com jogos e lojas de doces, Neverland estava repleta de camas escondidas e armadilhas na porta que serviam como alerta para avisar Michael Jackson sempre que alguém se aproximasse da sua suite. Segundo as revelações das alegadas vítimas, era nas piscinas e nos jacuzzis que Jackson as forçava a sexo oral.

Macaulay Culkin, que ficou conhecido depois do sucesso de "Sozinho em Casa", foi uma das crianças que viveu com rei da pop no rancho luxuoso e que, ao contrário de Robson e Safechuck, sempre o defendeu — até mesmo no julgamento de 2005. É que embora tenha admitido ter dormido várias vezes na cama de Jackson, insistiu sempre que nunca houve contacto sexual entre os dois.

No entanto, após a possibilidade de Michael Jackson poder ter sido o autor de vários crimes de pedofilia ter sido devolvida à opinião pública com o documentário da HBO, Culkin demarcou-se de comentários e procurou ficar longe da comunicação social. Mas numa nova entrevista à revista "Esquire", publicada na terça-feira, 11 de fevereiro, o ator voltou a sair em defesa do artista.

"Vou começar com esta ideia que não é bem uma ideia, mas sim a verdade: ele nunca me fez nada e nunca o vi fazer alguma coisa. E não tenho quaisquer motivos em esconder o que quer que seja, especialmente agora. Ele morreu. Agora seria uma boa altura para o denunciar. E se tivesse alguma coisa para denunciar, denunciaria. Mas não, e reforço, nunca o vi fazer nada. Ele nunca fez nada", explicou.

Ainda que a estrela de "Sozinha em Casa" tenha sido uma das figuras mais próximas a Michael Jackson, a verdade é que o seu testemunho não surge em "Leaving Neverland" até porque o realizador, Dan Reed, decidiu que não tentaria sequer convidá-lo para participar.

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A revelação foi feita pelo próprio em março de 2019 à revista "Business Insider", à qual disse que não tentou convidar o ator porque, até à data das gravações, todos os seus depoimentos negavam qualquer tentativa sexual por parte do artista.

"No final de contas, sabia que o Macaulay já tinha feito vários comentários a defender o Michael e a refutar todas as acusações de que era alvo. Não estou no negócio de desmascarar seja quem for. Acho que deixámos muito claro no documentário que eles negam, até hoje, que alguma vez foram molestados e não vou ser eu que os vou fazer mudar de ideias", defendeu.

"Leaving Neverland", dividido em duas partes, está disponível em streaming através da HBO Portugal.

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