“Alimentando Necessidades” é o nome do projeto solidário que distribui todos os dias refeições a 26 pessoas sem abrigo, em Blumenau, no Brasil. Taynara Motta e Eduarda Poleza são as duas jovens que coordenam o projeto e que se viram envolvidas na polémica “Marmita Gate” depois de vários utilizadores do Twitter terem começado a desconfiar das suas verdadeiras intenções. Em causa estão doações de alimentos que não terão sido feitas e 33 mil reais (cerca de 6 mil euros) arrecadados pelas próprias.  

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As duas jovens ficaram conhecidas no Twitter depois de partilharem uma série de histórias dramáticas, sempre ligadas a doações do projeto: o caso do homem que pedia fotos nuas em troca da doação; a pessoa que ofereceu carne fora da validade para ser usada nas refeições; e o caso mais grave, quando Taynara Motta relatou a história de uma suposta violação. Em todas as publicações havia uma informação relativa à chave pix - um meio de pagamento instantâneo no Brasil semelhante ao MBWay- que permitia aos utilizadores fazer doações. Segundo a polémica, as jovens tinham como objetivo divulgar ainda mais o “Alimentando Necessidades”. 

Depois de investigarem mais a fundo, foi publicado um dossier sobre o caso. Segundo este, Taynara não existe e todo o projeto é coordenado por Eduarda Poleza. A suspeita surge através do perfil de Taynara uma vez que não tem informações pessoais da jovem, funciona apenas como forma de divulgar o projeto, e a foto utilizada não é da própria, mas sim uma imagem disponível no Pinterest. Foi ainda feita uma pesquisa de dados de sistema do governo do Estado e não foi encontrada nenhuma Taynara Motta com residência em Blumenau.

Através da pressão feita pela desconfiança dos utilizadores do Twitter, as duas coordenadoras publicaram dois vídeos para provarem que são reais. O primeiro confirma a existência de Eduarda, no entanto, o segundo gerou ainda mais desconfiança: a suposta Taynara surge com efeitos de imagem e de áudio, o que fez com que muitos acreditassem que se tratava da própria Eduarda a fazer-se passar por Taynara. 

Continuando com as pesquisas, o dossier mostra que antes do projeto “Alimentando Necessidades” existir, Eduarda já tinha criado outro perfil solidário: o “Absorvendo Necessidades”. Este tinha como objetivo angariar dinheiro suficiente para distribuir produtos de higiene íntima a mulheres sem abrigo. O projeto já não existe.

Também as fotografias publicadas na página de Instagram do projeto levantaram suspeitas. Para além de apenas mostrarem o processo da produção das refeições, não são partilhadas fotografias do momento em que as marmitas são entregues aos sem-abrigo. Depois de analisadas, o dossier revelou serem imagens do ano passado.

Toda a polémica em volta do "Marmita Gate" fez com que muitas das pessoas que doaram para ajudar o projeto suspeitassem terem sido vitimas de fraude. Afirmam nunca terem obtido resposta depois da doação ter sido feita.

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