A associação espanhola de Advogados Cristãos solicitou, perante o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, o cancelamento de um programa de educação sexual para os alunos do ensino pré-escolar. Isto porque, entre os materiais lecionados, há um guia que instrui as crianças em práticas como o sexo oral e a masturbação, avança o "ABC España".

O plano, lançado no ano letivo de 2019-2020 e intitulado Coeduca't, pretende "ajudar os centros educativos a promover e tornar visível a perspetiva de género, a coeducação e a educação afetivo-sexual", como consta no próprio site. Nas aulas, é alegadamente proposto que as crianças se deitem no chão e explorem determinadas partes do corpo, “respeitando a livre decisão de cada criança e os seus desejos”, esclarece a mesma publicação.

Coeduca't programa educativo pré-escolar

Foi por isso que a organização de advogados pediu que o programa fosse travado, sendo que, além dos seus valores, "viola vários direitos fundamentais incluídos na Constituição, como o direito à proteção de jovens e crianças e o direito dos pais de decidir sobre a educação de seus filhos", continua o diário espanhol.

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As denúncias também têm por base a faixa etária a que estes conteúdos se destinam. O programa foi concebido para a pré-escolar, frequentado por crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos. Por isso, ao abordar temas como a masturbação, atividade definida "como exercício de autoconhecimento e exploração da alegria e do prazer no contacto com o próprio corpo", é considerado "uma aberração" por Polonia Castellanos, a presidente da associação de Advogados Cristãos.

"É uma doutrinação obrigatória que reflete um conceito mais do que questionável de sexualidade e identidade de género, que é um ataque ao direito dos pais de educar os seus filhos, bem como ao direito dos filhos a uma certa, disputada e mais do que discutível conceção de sexualidade que não lhes deve ser imposta”, conclui a organização dos juristas.

Simultaneamente, o VOX, partido político espanhol de extrema-direita, também denunciou este programa, por considerar que “promove a masturbação entre crianças de 3 anos, o consumo de pornografia entre crianças de 8 anos, sexo oral entre adolescentes de 12 anos e que, nas crianças, são promovidas brincadeiras, com as quais se tenta desvincular a atribuição de género aos órgãos genitais”.

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