Valérie Bacot foi condenada a quatro anos de prisão, três deles com pena suspensa, por ter assassinado o ex-padrasto e marido que a violava desde os 12 anos e prostituía desde os 14 anos. Contudo, como já tinha cumprido um ano de prisão preventiva, esta sexta-feira, 25 de junho, a francesa de 40 anos saiu em liberdade. O desfecho do caso que chocou França e serviu como símbolo do que ainda há por fazer em relação à violência doméstica e ao abuso sexual terminou com lágrimas de felicidade e aplausos, noticia o "Público". 

Ana Rocha de Sousa revela que foi vítima de abuso sexual aos 17 anos
Ana Rocha de Sousa revela que foi vítima de abuso sexual aos 17 anos
Ver artigo

"Quero agradecer ao tribunal e todo o apoio que recebi de toda a gente. É um novo combate agora por todas as outras mulheres e todos os tipos de maus tratos. Não me sinto aliviada, sinto-me vazia psicologicamente e fisicamente", disse Valérie Bacot aos jornalistas à saída do tribunal, cita o "Jornal de Notícias". 

A francesa de 40 anos, violada desde os 12 anos por Daniel Polette, com quem mais tarde teve quatro filhos, saiu em liberdade depois de o júri do julgamento seguir o pedido de clemência do procurador-geral e considerar que a acusada era "uma vítima, muito claramente". "Valérie Bacot não poderia tirar a vida daquele que a aterrorizava", mas deve-se "fixar a interdição sem reencarceramento", havia referido o procurador-geral, Eric Jallet, perante o Tribunal de Saône-et-Loire, no Centro-Leste de França, diz o "Le Monde", citado pelo "Público".

Para a decisão final, a presidente do júri, Céline Therme, sublinhou que os jurados tiveram em conta "o terror" em que Valérie viveu durante anos e que o crime derivava dos "múltiplos traumatismos da sua infância", escreve o mesmo jornal. O crime ocorreu em 13 de março de 2016 quando Valerie Bacot ouviu uma conversa entre o marido e a filha, de 14 anos, em que ele estava a fazer-lhe perguntas sobre a sua sexualidade, escreve o "JN".

Subscreva a newsletter da MAGG.
Subscrever

As coisas MAGGníficas da vida!

Siga a MAGG nas redes sociais.

Não é o MAGG, é a MAGG.

Siga a MAGG nas redes sociais.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.