O número de mortes do atentado terrorista desta quinta-feira, 26 de agosto, continua a subir. De acordo com uma fonte oficial citada pela agência de de notícias EFE, são agora 95 as vítimas mortais e 150 os feridos, na sequência do ataque. Entre os mortos estão 13 militares norte-americanos.

A explosão desta quinta-feira no exterior do aeroporto da capital afegã foi reivindicada pelo grupo terrorista ISIS-K, e acontece numa altura em que a tentativa de evacuar 1000 norte-americanos que ainda se encontram no Afeganistão se torna cada vez mais difícil, devido ao cerco das forças talibãs na capital afegã.

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De acordo com a CNN, a possibilidade de um ataque terrorista do ISI-K em Cabul estava iminente e o aviso foi feito pelo próprio general Kenneth Frank McKenzie, líder do US Central Command.

Joe Biden reagiu de forma agressiva, condenando este ataque terrorista e lançando um aviso aos perpetradores, com um discurso a fazer lembrar George W. Bush no rescaldo dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. "Não perdoaremos. Não esqueceremos. Vamos persegui-los e fazê-los pagar."

O líder norte-americano acrescentou ainda que a resposta acontecerá "com força e precisão", em local e tempo decididos pelos EUA. O presidente norte-americano tem, desde o regresso dos talibãs ao poder no Afeganistão, sido alvo de críticas tanto de democratas como de republicanos, pela forma como foi conduzida a retirada das tropas daquele país.

O Afeganistão encontra-se a viver uma crise política e também humanitária, agravada pela reconquista das principais províncias por parte dos talibãs. A entrada em Cabul aconteceu a 17 de agosto e há milhares de afegãos e também cidadãos estrangeiros a tentarem abandonar o país. Seja pela fome, falta de cuidados médicos, ou devido à perseguição por parte das forças talibã, a vida de milhões de afegãos, sobretudo mulheres e crianças, encontra-se em risco.

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