Será este o fim do TikTok nos países da União Europeia? Ainda não sabemos. Mas que estão a ameaçar, estão. É que esta quinta-feira, 19 de janeiro, a Comissão Europeia apontou que iria banir a rede social, caso os responsáveis por esta não comecem a evitar que os jovens tenham acesso a vídeos "potencialmente mortais", noticia a Lusa, citada pela "CNN Portugal".

Quem lançou a ameaça ao conselheiro delegado do TikTok, Shou Zi Chew, foi Thierry Breton, empresário francês e comissário europeu para o Mercado Interno. Tudo aconteceu numa reunião por videoconferência, na qual foi dito ao responsável do TikTok que eram necessários mais cuidados com as faixas etárias jovens que utilizam a rede social.

É que a plataforma, que é conhecida por ser divertida e inofensiva, dá acesso a conteúdos perigosos muito facilmente, tendo já resultado até em mortes de várias crianças. Foi o caso de Milagros, uma menina argentina de 12 anos que foi encontrada morta em casa pelo pai, depois de se submeter ao “desafio blackout” da rede social. A menina amarrou uma corda ao pescoço e não a conseguiu desamarrar, acabando por morrer.

Menina de 12 anos morre ao fazer desafio do TikTok. Amigos viram tudo em direto
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Foi por isso que Thierry Breton apelou a Shou Zi Chew que respeitasse a normativa europeia de proteção de dados, que tem como objetivo obrigar este género de plataformas a eliminar o conteúdo ilegal. Além disso, visa também melhorar a transparência no que ao funcionamento dos algoritmos das redes sociais diz respeito, continua a "CNN Portugal".

Se estas diretrizes não forem cumpridas, a Comissão Europeia poderá mesmo aplicar multas – e não são leves. É que o valor dessas coimas pode equivaler a 6% da faturação global das plataformas, acrescendo ainda a sua proibição no mercado. “Não hesitaremos em aplicar estas sanções se as nossas auditorias não demonstrarem um cumprimento total”, afirmou Thierry Breton.

Nos Estados Unidos, o cenário tem sido de igual preocupação, tendo o congresso norte-americano proibido os legisladores e os seus funcionários de instalarem a aplicação nos seus telefones oficiais. Foi uma polémica que explodiu depois de a ByteDnce, empresa que detém o TikTok, ter usado a rede social para conseguir ter acesso à localização de jornalistas, com recurso aos seus endereços de IP, conclui a publicação.

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