Por agora, fala-se apenas de um teste, mas a ideia é alargar a nova medida a todo o mundo, caso tenha os resultados esperados. A empresa anunciou esta quarta-feira, 16 de março, que a partilha de senhas entre pessoas que não vivem na mesma casa pode vir a ter consequências para os utilizadores: sendo que não se trata de uma multa, mas de uma taxa que vai recair sobre cada "novo membro".

E a empresa já passou da teoria à prática: Peru, Costa Rica e Chile são os primeiros três países sujeitos a esta nova medida. Ao que se sabe, falamos de uma taxa de cerca de 2 euros por cada "membro extra" — que é como quem diz: sempre que emprestar a sua conta a um novo amigo, essa partilha terá o custo aproximado de 2 euros. 

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O objetivo? Pagar "um pouco mais", para garantir "facilidade e segurança" nestas trocas de contas fora do seio familiar. Isto porque, segundo a empresa, este tipo de partilhas já estaria fora de controlo, ao ponto de afetar "a capacidade [da empresa] de investir em ótimos novos filmes" para os seus utilizadores.

Ainda assim, no comunicado divulgado no site oficial da Netflix, a plataforma não aponta o dedo aos membros e reconhece que as regras da empresa podem ter efetivamente gerado alguma confusão, face ao que estaria ou não autorizado pelo regulamento.

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"Sempre facilitámos a partilha da conta Netflix para as pessoas que vivem juntas, com caraterísticas como perfis separados e várias transmissões nos nossos planos Standard e Premium. Embora tenham sido extremamente populares, também criaram alguma confusão sobre quando e como a Netflix pode ser partilhada", lê-se na nota.

Como vai funcionar?

Segundo a empresa, com esta medida em prática, os assinantes podem acrescentar até duas pessoas a "subcontas", nos planos standard e premium, por uma taxa mensal de aproximadamente dois euros — que, tal como qualquer outro membro prévio, manterão as informações de perfil, lê-se em comunicado. A empresa ainda não confirmou um valor fixo à escala mundial, mas as estimativas estão a ser feitas com base nos países onde a nova medida já está em vigor: 2.380 pesos chilenos (Chile), 2.99 colón costa-riquenho (Costa Rica) e 7.9 sóis peruanos (Peru). Valor por membro extra.

Mas, calma, o alargamento da medida à totalidade de países aderentes à Netflix ainda não está confirmado — e só será implementada caso tenha resultados positivos neste primeiros testes. No mesmo texto, a empresa deixa claro que pretende estudar a utilidade deste modelo, antes de "fazer alterações em qualquer outro lugar do mundo".

Atualmente, em Portugal, pode utillizar Netflix no seu smartphone, tablet, smart TV, computador ou dispositivo de streaming, por um preço mensal fixo. Os preços dos planos variam entre 7,99 € e 15,99 € por mês. Sem custos adicionais, nem contratos, lê-se no site oficial.

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