O Ministério Público (MP) de Gijón, Espanha, pediu esta segunda-feira, 26 de julho, a prisão preventiva de dois dos quatro portugueses acusados de abusarem sexualmente de duas jovens espanholas. Os outros dois homens deverão ficar em liberdade condicional, ainda que estejam proibidos, no entanto, de se aproximarem ou de contactarem com as alegadas vítimas, escreve o jornal local "El Comercio".

A decisão da juíza, conhecida ainda esta segunda-feira, favoreceu a tese do MP de Gijón e surge um dia depois de os quatro cidadãos de nacionalidade portuguesa, com idades compreendidas entre os 22 e os 30 anos, oriundos de Braga e sem antecedentes criminais, como escreve a SIC, terem sido ouvidos pela juíza María Luz Rodriguez Pérez.

Na audiência, afirmaram-se inocentes e alegaram que as relações sexuais que mantiveram com as duas jovens (de 22 e 23 anos) foram consensuais, escreveu o mesmo jornal local. Após serem ouvidos, o tribunal de instrução criminal de Gijón decretou que os quatro manter-se-iam detidos provisoriamente por haver risco de fuga.

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Esta segunda-feira, o advogado responsável pela defesa dos quatro portugueses falou à imprensa dizendo que "não há perícias médicas que indiciem violação" e que as alegadas vítimas "não têm lesões", segundo cita a rádio Renascença. Nas mesmas declarações, o advogado garante que há um vídeo que considera ser "uma prova determinante da inocência dos quatro portugueses" e que, por isso, as duas jovens "não estão a dizer a verdade".

O alegado caso de abuso sexual terá acontecido numa pensão em Gijón, nas Astúrias, e foi denunciado às autoridades espanholas pelas 6h30 de sábado, 24. Recebida a denúncia, a polícia ter-se-á dirigido à pensão onde encontrou os cidadãos portugueses a dormir. Foram detidos e desde então que se encontram detidos na esquadra de Gijón.

No momento da queixa, as duas mulheres, de nacionalidade espanhola, relataram que, nessa noite, tinham-se encontrado com um dos homens num bar. Segundo contam, foi com ele que seguiram para a pensão onde estava hospedado para um encontro sexual. Pelo caminho, no entanto, terão encontrado um segundo homem ao qual se juntaram mais dois à chegada da pensão.

Terão sido os quatro a obrigar as duas jovens a manterem relações sexuais, tal como escreve o jornal "El Mundo" com base nas informações dadas por fontes ligadas à investigação.

Durante a manhã de sábado, as jovens foram transferidas para o hospital de Gijón, em Cabueñes, para serem submetidas a exames médicos. Nessa mesma manhã, a Polícia Científica deslocou-se à pensão para recolher possíveis provas da agressão sexual na sala onde terão ocorrido os ataques às duas mulheres, tal como escreve o jornal "Expresso".

O caso está a chocar toda a Espanha e ocorre numa altura em que o país se prepara para votar uma lei que visa acaba com a distinção entre abuso sexual e violação.

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