É a primeira vez que a tenista chinesa Peng Shuai é vista a falar, em tempo real, com alguém depois de ter desaparecido do olhar público na sequência da acusação de agressão sexual imputada ao ex-vice-primeiro-ministro do governo chinês. Depois da pressão internacional para que fossem dadas provas que atestassem à segurança da tenista, o presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach, conseguiu chegar à fala, este domingo, 21 de novembro, com a atleta.

Durante a chamada, Peng Shuai terá assegurado de que estava "bem e a salvo". Atualmente, a atleta diz estar na sua casa, em Pequim, e pede que a sua privacidade seja "respeitada".

Vídeo mostra tenista Peng Shuai em público, mas mantém-se a preocupação sobre a sua segurança
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A videochamada terá demorado cerca de trinta minutos. Peng Shuai terá agradecido a preocupação, que chegou até ao Ocidente, revelando que, nesta fase, prefere passar os seus dias "com amigos e família". Apesar disso, garante que irá continuar envolvida no ténis, embora não adiante muito mais.

O presidente do Comité Olímpico Internacional convidou a atleta para um jantar, em meados de janeiro, e Peng Shuai terá aceitado.

Esta é a primeira vez que há registos, em tempo real, da atleta. Ainda este domingo, foram divulgados dois vídeos que mostravam a tenista num evento desportivo, mas as preocupações acerca da sua segurança e bem-estar não se dissiparam, precisamente porque não era possível confirmar quando é que as imagens foram captadas e se eram ou não encenadas.

Peng Shuai esteve desaparecida desde o início de novembro, altura em que acusou um ex-alto cargo do governo chinês, Zhang Gaoli, que entre 2013 e 2017 foi vice-primeiro-ministro da China, de agressão sexual. O incidente terá acontecido em 2017, quando este a convidou para jogar ténis em sua casa.

Na imprensa chinesa, associada ao governo e a mesma que, em tempos, a descreveu como "princesa" nacional, não tem havido qualquer menção sobre as alegações da tenista.

No Ocidente, porém, pede-se uma investigação transparente acerca das acusações feitas pela tenista no Weibo, a rede social chinesa semelhante ao Twitter, da qual foi apagada a mensagem original de Shuai.

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