Os casos em tribunal do antigo primeiro-ministro italiano começaram há muito tempo. Em 2013, Berlusconi foi condenado a sete anos de prisão e proibido de exercer cargos públicos para sempre, por abuso de poder e incitação à prostituição de menores. Um ano depois, o antigo político foi absolvido deste caso. O processo ficou conhecido como “Ruby”, a alcunha de Karima El Marough, a jovem de 17 anos, que tinha relações sexuais em troca de dinheiro.

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Ainda em agosto de 2013, o antigo político foi condenado a uma pena de quatro anos de prisão por fraude fiscal, que acabou por ser reduzida a um ano em serviço comunitário.

Na passada quarta-feira, 18 de março aconteceu uma sessão de julgamento em Milão, no âmbito do caso “Ruby Ter”. Berlusconi é acusado de pagar a testemunhas para mentirem em tribunal sobre as festas que aconteciam na sua casa com mulheres jovens, as famosas festas "bunga bunga". O processo ainda está em curso.

Uma das raparigas alegadamente envolvidas nestas festas é a brasileira Iris Berardi, na altura menor de idade. Iris, atualmente com 30 anos, terá participado nas mesmas festas que Karima El Marough, mas nega ter tido “relações íntimas” com o antigo primeiro-ministro italiano, refere “O Globo”.

A defesa de Berlusconi recusa que o dinheiro que era entregue às jovens servia para pagar as relações sexuais, argumentando que o objetivo era apenas ajudá-las.

Durante o julgamento, a procuradora-adjunta, Tiziana Siciliano, referiu que “o então primeiro-ministro costumava animar sistematicamente as suas noites recebendo na sua casa grupos de odaliscas, escravas sexuais a soldo”, adianta a “CNN Portugal”.

A procuradora-adjunta sublinhou que qualquer que seja a decisão dos tribunais, “estes factos já ficaram para a história”. Concluindo, que nas casas do antigo primeiro-ministro havia episódios “algo moralmente questionável, medieval, incrível”, uma “violência contra as mulheres”.

O caso “Ruby Ter” está entregue ao Tribunal de Milão e foi dividido também pelo de Turim, Pescara, Treviso, Monza e Siena, devido à sua complexidade e dimensão.

O antigo primeiro-ministro e o seu pianista, Danilo Mariani, foram absolvidos do processo “Ruby Ter”, pois não ficou provado que o músico era pago por Berlusconi. O jornalista da Mediaset, Emilio Fede, também foi referido na acusação por ser a pessoa que “ofereceu” as meninas ao “sultão” para “completar o harém”, refere a “CNN Portugal”.

A jovem do caso “Ruby”

A menor no centro das acusações no caso “Ruby” era uma das convidadas habituais das festas na casa de Berlusconi. Karima El Marough mantinha relações com o antigo político em troca de joias e dinheiro, referiu o “El País”, sublinhando também que há suspeitas de que a jovem conseguiu manter o estilo de vida por um silêncio pago pelo antigo político. Há gravações de Karima El Marough a confirmar que Berlusconi lhe pagou cinco milhões de euros. "Ruby" justificou as festas de Berlusconi como meio de combater a solidão.

Durante o julgamento do caso, Berlusconi assumiu ter oferecido 57 mil euros a Ruby por ter ficado sensibilizado com a sua história e querer ajudá-la a abrir um salão de beleza. O antigo político nunca assumiu que esse dinheiro fosse em troca de relações sexuais.

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