Os casos estão a aumentar, sim, mas também o número de pessoas vacinadas por toda a Europa. Estes dois fatores pesaram na balança das decisões que tomadas esta terça-feira, 25 de janeiro, no Conselho de Assuntos Gerais. Os ministros dos Assuntos Europeus definiram novas regras para viajar na União Europeia (UE) e acordaram que vacinados ou recuperados deixam de ter de fazer quarentena na chegada ao país de destino ou de apresentar teste negativo, avança a CNN Portugal.

"As medidas relativas à COVID-19 devem ser aplicadas tendo em conta o estatuto da pessoa e não a situação a nível regional, com exceção das áreas onde o vírus circula a níveis muito elevados", informa em comunicado o Conselho da UE segundo o canal português.

Com as linhas traçadas na sessão desta terça-feira, os Estados-membros da UE acreditam que a “abordagem baseada na pessoa simplificará substancialmente as regras aplicáveis e proporcionará clareza e previsibilidade adicionais aos viajantes". 

Assim, a admissão de um turista e as regras aplicadas ao mesmo deixarão de ter em conta o nível de risco relativamente à COVID-19 do país de origem, mas o que consta no certificado digital que deve demonstrar que os viajantes estão vacinados, recuperados ou testados de modo a que não fiquem sujeitos "a restrições adicionais à livre circulação".

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As novas regras colocam em prática o que foi proposto em novembro de 2021 pela Comissão Europeia: fim de restrições adicionais para pessoas vacinadas como forma de facilitar "a livre circulação segura durante a pandemia" e teste à COVID-19 antes ou depois da chegada para pessoas sem certificado europeu de vacinação.

Tudo está em aberto e o que se sabe é que na reunião serão tidos em "conta os avanços na vacinação e a expansão da variante Ómicron", disse a mesma fonte.

A reunião acontece numa altura em que já se prevê que a elevada transmissibilidade da Ómicron faça com que, na primavera, Portugal "ultrapasse os sete milhões de infetados", de acordo com o epidemiologista Manuel Carmo Gomes ao "Jornal de Notícias". O especialista sublinha que o bom desta variante do vírus "é que é menos patogénico", com menos incidência nos pulmões, o que se traduz em menos pessoas em unidades de cuidados intensivos.

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"Vai-nos imunizar, quer queiramos quer não. É uma ilusão pensar que podemos travar isto", afirmou Manuel Carmo Gomes sobre a Ómicron, ideia que estará também presente na reunião no Conselho de Assuntos Gerais, uma vez que os especialistas prevêem que a maioria dos europeus ganhe imunidade natural devido ao contágio ou proteção devido às vacinas.

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