Provavelmente vai ter de se esforçar em demasia para se tentar lembrar da última vez que viu um vilão usar um iPhone numa série ou num filme. Falamos daqueles vilões reles, sem escrúpulos, que matam e roubam sem medo das consequências. E o mais certo é que, no final, não chegue a nenhum exemplo concreto porque, sabe-se agora, a Apple parece não deixar que o seu produto mais popular seja usado por personagens de mau caráter.

A informação foi revelada esta quarta-feira, 26 de fevereiro, pelo realizador Rian Johnson — responsável por filmes como "Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi" e "Knives Out — Todos São Suspeitos". Em entrevista à revista "Vanity Fair", o realizador mostrou-se hesitante em falar do assunto mas, por entre risos, acabou por ceder.

"A Apple deixa-nos usar os seus iPhones nos filmes mas, e isto é muito importante para quem alguma vez estiver a ver um filme de crime ou de mistério, os maus nunca podem aparecer com iPhones em frente às câmaras. Sinto que todo e qualquer realizador que tenha vilões nos seus filmes e que queira manter em segredo me vão querer matar depois disto", revelou.

Este é um detalhe importante, especialmente porque o mais recente filmes de Rian Johnson é, precisamente, sobre uma morte misteriosa que, ao longo de toda a história, obriga um detetive a procurar o verdadeiro responsável.

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A notícia não surpreende uma vez que se trata da Apple, uma empresa conhecida por controlar todo o discurso, o posicionamento da marca e a abordagem ao consumidor nas suas apresentações oficiais. Na verdade, há vários anos que surgem rumores de que a multinacional tem uma forte influência na forma como os seus produtos são utilizados na ficção.

Segundo a plataforma "MacRumors", especializada em tudo o que esteja relacionado com os produtos da Apple, "a empresa diz que os seus produtos só devem ser utilizados 'à luz do que é aceitável, numa maneira ou num contexto que reflita, de forma favorável, sobre os produtos Apples e sobre a Apple Inc'."

Já em 2019, o jornal "The New York Times" avançou com a notícia de que a preocupação da Apple em ver a forma como os seus iPhones eram utilizados na ficção terá sido um catalisador importante para que a empresa avançasse com a ideia de criar o seu próprio serviço de streaming — a Apple TV+.

Até à publicação deste artigo, ainda não foi conhecida a posição da empresa face às declarações do realizador Rian Johnson.

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