Pegue numa folha de papel e numa caneta. Pronto? Muito bem, agora escreva a letra "g". Não é a maiúscula, é aquela que aprendeu a desenhar quando tinha seis anos. Aquela que aparece em textos impressos e em muitos sites. Está confuso? Já desenhou dez tipos diferentes da letra "g" na folha? Pois. É normal.

Milhares de pessoas em todo o mundo não sabem que existem duas versões da letra minúscula "g". Esta que está a ver neste artigo da MAGG é uma. Mas há outra. Sabe do que é que estamos a falar? E consegue escrevê-la e identificá-la? A maioria não é capaz. Pelo menos foi isso que concluiu um estudo realizado pelo Departamento de Psicologia Cognitiva da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

Confuso? Faça então o teste. Nesta imagem há apenas um "g" correto. Sabe qual é?

Acha que sabe escrever a letra 'g'?
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Nesta imagem, só há um "g" correto: o terceiro.

Depois de pedirem a 25 voluntários que desenhassem a letra ou a identificassem, chegaram à conclusão que apenas sete foram capazes de o fazer. Noutro teste, 14 voluntários foram incapazes de escrever a letra corretamente depois de a terem lido 14 vezes num texto.

Há mais. Alguns participantes do estudo tiveram ainda dificuldade em decidir qual o "g" correto, apesar de terem sido capazes de o desenhar.

Então mas afinal qual é que é o "g" certo?

Como já explicamos, as duas formas estão corretas. Mas só uma é original. Rufar dos tambores: a original é aquela que a grande maioria das pessoas não reproduz quando escreve; por outras palavras, é aquela em que o "g" está virado ao contrário. O novo "g" surgiu no século VIII por culpa dos monges que, a copiar à mão, introduziram variações nas suas letras.

Quando Johannes Gutenberg começou a imprimir livros em meados do século XV, foi atrás dos monges. Então e como é que regressa o "g" original? Durante o período do Renascimento (séculos XIV-XVI) houve um interesse novamente pelas culturas romana e grega, com os estudiosos a regressarem ao estilo de escrita carolíngio. O antigo "g" voltou a ser popular, ganhou destaque na imprensa na Europa mas toda a gente continuou a escrever "g" da segunda forma.

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