Ana Gomes confirmou na segunda-feira, 7 de setembro, que se vai  mesmo ser candidata a Presidente da República. A notícia foi dada em declarações exclusivas ao jornal "Público", ainda que apenas na quinta-feira, 10 de setembro, a socialista anuncie formalmente a sua candidatura.

Já no domingo, 6 de setembro, no espaço de comentário na SIC, a socialista deu a entender que a decisão estava quase tomada, ainda que tivesse deixado em aberto. “Estou no fim da minha reflexão, dentro de dias estarei em condições de anunciar”, disse em relação às presidenciais, afirmando ainda que esta "reflexão" estava a ser feita em conjunto com o marido, António Franco, diplomata que acabou por falecer em julho de 2020.

“Estava a fazer essa reflexão em conjunto com o meu marido, quando ele adoeceu e faleceu. Eu tive de continuar a fazer essa reflexão noutras condições, sozinha. O que posso dizer é que estou a chegar ao fim e, em breve, comunicarei o resultado dessa minha reflexão."

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Em declarações "Público", Ana Gomes considerou que esta eleição é fulcral para o debate político, tendo, sobretudo, em conta o aparecimento de projetos políticos de extrema-direita a candidatarem-se para Belém, referindo-se ao Chega, de André Ventura. Soma-se a isto o facto de considerar um erro o Partido Socialista (PS) não ter um candidato próprio, afirmando que "nunca quis uma candidatura que dividisse o partido."

Em causa estão as afirmações que a diplomata fez em relação ao episódio da Auto Europa, a 17 de maio, que o partido considerou "inaceitáveis": a diplomata considerou "lamentável" e deprimente" o facto de António Costa, primeiro-ministro e dirigente do PS, ter lançado Marcelo Rebelo de Sousa, atual presidente, para a nova eleição.

Foi na sequência disto que, no comentário do mesmo canal, a socialista e diplomata admitiu, pela primeira vez, concorrer a Belém, considerando que Marcelo Rebelo de Sousa é um "candidato do regime", que contribui para a polarização da sociedade, facilitando "a vida dos extremos."

“Nunca se viu o relançamento da candidatura de um Presidente da República ser anunciado numa fábrica de automóveis por alguém que não estava na qualidade de dirigente partidário mas na qualidade de primeiro-ministro e num contexto em que o Presidente da República tinha acabado de se ingerir de forma bastante criticável nos assuntos do governo”, disse no espaço de comentário da SIC.

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