Os efeitos da pandemia já se começam a sentir na atmosfera. Segundo a associação ambientalista Zero, o valor da concentração média de dióxido de azoto na Avenida da Liberdade, em Lisboa, foi o menor alguma vez registado em todo este século. Para chegar a esta conclusão, a associação montou uma estação de monitorização instalada na Avenida da Liberdade onde, segundo explica a nota de imprensa, "se têm identificado desde há anos os piores valores de concentração de alguns momentos, em particular o dióxido de azoto."

É que segundo as leituras registadas pela associação, "observaram-se três recordes de qualidade do ar" numa das avenidas principais de Lisboa.

A associação explica os valores que foi registando nas últimas semanas: "A concentração média de dióxido de azoto (NO2) dos dias úteis do último mês desde o início do estado de alerta, que depois passou a estado de emergência [de 6 de março a 9 de abril], foi a menor verificada neste século à escala mensal 25,9 mg/m3”, lê-se.

E continua: "A concentração média de NO2 dos dias úteis da última semana [de 6 a 9 de abril] foi a mais reduzida à escala semanal desde que foi instituído o estado de alerta 20,5 mg/m3. Já as concentrações médias de NO2 dos dias úteis das últimas quinzenas desde que foi instituído o estado de alerta foram as mais reduzidas desde janeiro de 2019."

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A explicação para estes valores é simples e, diz a Zero, tem muito que ver com a redução drástica do tráfego rodoviária numa das principais artérias da cidade. E associação não tem dúvidas de que o dióxido de azoto deve ser encarado como um "excelente indicador da poluição associada à atividade humana".

“O dióxido de azoto medido é principalmente consequência directa dos processos de combustão que têm lugar nos veículos, com maior responsabilidade dos que utilizam o gasóleo como combustível que apresentam maiores emissões comparativamente com os veículos a gasolina”, especifica.

No entanto, e numa altura em que se olha agora para de que forma é que se poderá retomar a economia com o levantamento gradual de algumas das restrições de isolamento, a Zero apela a que se procure um equilíbrio para manter os níveis de azoto em concordância com aquelas que são diretrizes ambientais.

A ideia é que, uma vez retomada a normalidade, seja possível "garantir o cumprimento da legislação" para melhorar a qualidade de vida numa das "áreas mais nobres da cidade."

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