Este sábado, 13 de março, Catarina Gonçalves foi morta à facada pela ex-mulher. No meio de uma discussão, Ana Miranda, 31 anos, esfaqueou a ex-companheira no peito e no pescoço com uma faca de cozinha, abandonou-a junto à zona do Amial, na cidade do Porto, e entregou-se posteriormente na esquadra do Bom Pastor.

As duas mulheres mantiveram um relacionamento de sete anos, mas Catarina acabou por pedir o divórcio em julho de 2020, depois de ser vítima de violência doméstica. Sem aceitar a separação, Ana Miranda perseguiu a antiga companheira durante oito meses, em casa e no trabalho, e acabou por a assassinar este fim de semana.

Queixas por perseguição e assédio quase que duplicaram desde 2016
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Há cerca de dois meses, Catarina tinha-se mudado para o Porto — era natural de Vila Nova de Gaia — para fugir à ex-mulher, contaram familiares da vítima ao "Correio da Manhã". No entanto, a mudança revelou-se infrutífera, dado que Ana Miranda era vista várias vezes junto à casa de Catarina.

Mais: vários vizinhos revelaram à mesma publicação que ouviam discussões e chegaram mesmo a chamar as autoridades. Uma fonte ligada à família avança que a vítima pretendia uma ordem de afastamento e que já estava a correr um processo em tribunal, escreve o "CM".

Para além da mudança de casa, a perseguição de que Catarina Gonçalves foi alvo nos últimos meses levou-na a mudar de conta nas redes sociais, e a limitar o acesso às informações nestas plataformas a amigos mais próximos para que a ex-companheira não tivesse informações sobre a sua vida.

O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e Ana Miranda poderá ser presente a um juiz de instrução criminal, para a aplicação de medidas de coação, ainda esta segunda-feira, 15 de março.

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