O Fundo Ambiental previsto no Orçamento do Estado para 2021 voltou a reforçar o apoio a veículos elétricos, com principal destaque para as bicicletas. Este ano o apoio é mais generoso e as bicicletas podem chegar a ser comparticipadas até 50% do valor. Também os automóveis ligeiros de passageiros e de mercadorias voltam a ser financiados, à semelhança do ano passado, avançou o secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, ao "Jornal de Notícias".

A diferença entre os apoios está na quantia disponível para cada um, que diminuiu no caso dos automóveis ligeiros de passageiros — menos 600 mil euros — e aumentou no caso das carrinhas elétricas (duplicou para os seis mil euros) e das bicicletas elétricas de baixas emissões.

Neste último caso, o financiamento é três vezes maior em relação ao ano passado, passando de 400 mil para 1,1 milhões de euros. O valor é repartido pelas várias tipologias, uma vez que o Fundo Ambiental atribui 650 mil euros para bicicletas elétricas, motas ou ciclomotores sem emissões (para particulares e empresas) e 50 mil euros para bicicletas convencionais.

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A boa notícia? Enquanto no ano passado a comparticipação para bicicletas convencionais era de apenas 10%, este ano o valor do apoio é de 20% até 100€ e de 50% para bicicletas elétricas, motas ou ciclomotores até 350€. No caso dos particulares com atividade empresarial e empresas, os valores alteram-se ligeiramente: para bicicletas de carga, convencionais e elétricas a comparticipação é de 50% do preço até 500€ em unidades convencionais e até 1.000€ em unidades elétricas.

As candidaturas serão abertas esta semana e decorrerão até 30 de novembro. No entanto, os apoios vão abranger veículos comprados a partir de 1 de janeiro. Mas as ajudas não ficam por aqui.

No caso da Câmara de Lisboa, será renovado o Programa de Apoio à Aquisição de Bicicleta e discutiram-se em fevereiro novas medidas que pretendem incluir apoios à compra de acessórios de segurança e de transporte de crianças, bem como serviços de reparação de bicicletas.

A procura por estes veículos aumentou substancialmente em abril e início de maio do ano passado, altura em que o País começava a desconfinar e a população procurava novas formas de mobilidade não só para fugir aos transportes, como para poder circular ao ar livre. Só a Decathlon, durante o período de isolamento de 2020, viu a faturação de bicicletas crescer de 10% para 30%, de acordo com o "Observador".

"Apesar de confinadas, as pessoas estão a procurar formas alternativas e mais sustentáveis de viver a cidade, beneficiando nomeadamente das melhorias feitas no espaço público com esse propósito, como, por exemplo, no eixo central", reconheceu Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade, a propósito do aumento da utilização de bicicletas em Lisboa na ordem dos 25% a 50% entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021.

Com o aumento da procura, a Câmara de Lisboa não pretende dar apenas os apoios no âmbito do Programa de Apoio à Aquisição de Bicicleta, como também aumentar o número de bicicletas GIRA, operado pela EMEL, para o dobro das existentes. Isto significa que entre março e abril o município deverá receber cerca de mais 1.500 bicicletas, com a particularidade de "já serem todas elétricas e adaptadas para carrinhos de bebés", avança o vereador ao "Diário de Notícias".

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