Desde 16 de agosto que uma criança de 12 anos, Vera, e a mãe, Paula Fatri — que não quer que a filha seja vacinada contra a COVID-19 — andam a viver de casa em casa para não serem descobertas pelo pai da menor que tem opinião contrária. Contudo, o pai foi ao encontro da filha no primeiro dia de escola, exigindo a entrega imediata da menor através de um requerimento com o objetivo de salvaguardar a segurança e equilíbrio emocional da filha, escreve o "Correio da Manhã".

No requerimento, o pai da criança diz que a mãe planeou a "fuga" com o "objetivo de simplesmente subtrair a menor ao convívio do pai" e juntou ao documento fotografias de Paula Fatri e da menor numa manifestação contra o processo de vacinação COVID-19, à frente da Assembleia da República, segundo o mesmo jornal.

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À porta da escola, a criança de 12 anos, Vera, terá dito ao pai que estava "bem" com a mãe e que não havia razão "para não estar". O pai, que alega que não via a criança desde finais de julho, foi acompanhado do irmão, advogado, e chamou a PSP à porta da escola para reaver a filha, de quem tem guarda partilhada.

O pai alega que não tentou impor a vacinação à filha — que não é obrigatória, mas só pode acontecer na presença de um progenitor ou tutor legal — embora o contrário seja dito num e-mail a que o "CM" teve acesso. "A minha filha vai ser vacinada, prefiro o quase nulo risco da vacina do que o risco de contrair o vírus. Vá-se armar em negacionista no raio que a parta", pode ler-se na mensagem de 11 de agosto.

Segundo a mãe ao "CM", o pai falou várias vezes por telefone com a filha em agosto e acusa-o de ter ameaçado "que pretendia vacinar a sua filha, nem que fosse à força". Paula Fatri participou criminalmente contra o pai da sua filha e pediu ao tribunal para "decretar um regime de visitas condicionado ao pai da menor, que contemple a mediação e presença de técnicos especializados durante algum tempo, que se deseja ser o menor possível, mas pelo menos até que a situação volte à normalidade".

O caso está agora entregue à justiça e os pais da menor serão ouvidos por um juiz na próxima quinta-feira, 23 de setembro.

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