A pandemia, os confinamentos e o início do ano letivo provocaram inegáveis consequências na saúde mental dos mais novos e há cada vez mais crianças e adolescentes a recorrerem aos serviços de urgência de pedopsiquiatria.

No Centro Materno Infantil do Porto, entre 1 janeiro e 19 de outubro, houve 1236 episódios de urgência de pedopsiquiatria, um aumento de 40% face a igual período de 2019 (antes da pandemia), avança este domingo, 24 de outubro, o "Jornal de Notícias", referindo ainda que  comparativamente com o ano passado, o aumento é ainda mais expressivo (73%), mas está relacionada com a redução generalizada da procura de cuidados de saúde devido à COVID-19.

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Em Lisboa, verifica-se o mesmo. No Hospital Dona Estefânia, assiste-se igualmente a "um aumento" das urgências de pedopsiquiatria face a anos anteriores. Apesar de não ter quantificado, o hospital referiu que "os sintomas de ansiedade e de depressão ocupam neste momento uma parte muito significativa" dos motivos de ida à urgência de pedopsiquiatria, lê-se na notícia avançada pelo mesmo jornal.

De acordo com o Centro Hospitalar Lisboa Central, as famílias procuram a urgência de pedopsiquiatria "sobretudo em situações de crise", como são as alterações agudas do comportamento, do humor ou ansiedade", e o número de pedidos de consulta em Saúde Mental tem aumentado em todas as idades. Uma vez mais sem quantificar, o hospital atribuindo o facto à maior sensibilização para identificar o sofrimento e pedir ajuda, escreve o "JN".

Apesar de a utilização de psicofármacos em crianças e jovens não ser habitualmente a primeira opção, os médicos admitem que, com o aumento da patologia, passará a haver mais crianças medicadas.

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