O ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, vai ser constituído arguido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, que investiga o acidente na A6 a 18 de junho de 2021. O inquérito foi reaberto e além de Eduardo Cabrita, também Nuno Dias, "responsável pela segurança da comitiva" e já acusado pelo crime, vai ser constituído arguido, avança o jornal "Expresso" que teve acesso ao despacho.

Uma vez que "as alegadas condutas omissivas" de Eduardo Cabrita não foram "objeto de apreciação e decisão em sede de despacho de encerramento de inquérito", o processo foi reaberto por decisão do diretor do DIAP de Évora, José Franco. No despacho a que o documento atual faz referência, o motorista de Eduardo Cabrita foi formalmente acusado de homicídio por negligência.

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O processo foi reaberto após um pedido enviado pela Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACAM), assistente no processo, ao Ministério Público para que o ex-ministro da Administração Interna seja acusado pelo crime de homicídio por negligência. Segundo Manuel João Ramos, presidente da ACAM, Eduardo Cabrita tinha o poder de decidir a que velocidade devia seguir a viatura e, por isso mesmo, considera que "é fundamental que a investigação seja aprofundada, de modo a esclarecer se estamos ou não perante um crime de dolo eventual”.

Para a retoma do inquérito sobre o acidente com a viatura que seguia a 166 km/h e vitimou Nuno Santos, de 43 anos, que fazia trabalhos de limpeza na berma direita da A6, o diretor do DIAP de Évora informa que é necessário realizar "as diligências suprarreferidas, e, a final, ser proferida decisão que aprecie da eventual responsabilidade com relevância criminal na produção dos factos a que se reportam os autos por parte de Eduardo Cabrita e Nuno Dias", cita o mesmo jornal.

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