Eduardo Cabrita anunciou a demissão do cargo de ministro da Administração Interna. Este anúncio, feito em conferência de imprensa esta tarde, 3 de dezembro, acontece no mesmo dia em que foi tornado público o despacho da acusação do DIAP de Évora, que acusa formalmente de homicídio por negligência o motorista que conduzia o carro do ministro da Administração Interna a 18 de junho deste ano.  Nesse dia, o carro onde seguia o ministro atropelou mortalmente Nuno Santos, um dos trabalhadores que se encontrava nessa auto-estrada a fazer trabalhos de limpeza.

Eduardo Cabrita, que assumiu a pasta da Administração Interna no Verão de 2017, na sequência dos fogos de Pedrógão Grande, explicou que não teceu comentários públicos sobre o acidente porque as suas declarações iriam ser interpretadas como uma "interferência no processo".

Motorista de Eduardo Cabrita acusado de homicídio por negligência. Carro seguia a 166 km/h
Motorista de Eduardo Cabrita acusado de homicídio por negligência. Carro seguia a 166 km/h
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Explicou também que o incentivo do primeiro ministro, António Costa, e também a gestão da pandemia, o impediram de dar este passo mais cedo. "Só a lealdade, só o tempo e as circunstâncias que enfrentávamos, a solidariedade do primeiro ministro me determinaram a prosseguir no exercício destas funções neste verão tao difícil", disse Eduardo Cabrita, acrescentando ainda que se demite para que não haja "aproveitamento político" deste caso nem que possa ser usado para "penalizar a ação do governo" nem o "Partido Socialista".

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