Célia Paulo, a enfermeira do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que estava desaparecida há vários dias foi encontrada sem vida esta sexta-feira, 22 de janeiro, na arrecadação de sua casa, avança o "Correio da Manhã". Para já, e tal como garante uma fonte da investigação ao jornal "Expresso", de momento, as autoridades responsáveis pelo caso não excluem qualquer possibilidade.

O alerta do desaparecimento foi dado pela família de Célia Paulo na segunda-feira, 18 de janeiro, depois de esta se ter despedido dos filhos antes de sair para trabalhar e não ter comparecido no local de trabalho. Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, lamenta a morte e diz que a profissional de saúde há vários meses que apresentava sinais de cansaço extremo.

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"Tinha, infelizmente, como muitos outros enfermeiros, horas de trabalho a mais. Tinha problemas associados à exaustação, stress e trabalho, deveria ter sido mais ajudada por todos nós", lamenta em declarações ao "Jornal de Notícias".

A bastonária adianta ainda que a enfermeira de 49 anos teria "relações disruptivas com a chefe de serviço", com "outros colegas" e que era havia conhecimento de "situações de assédio moral". Fonte do hospital garante que Célia Paula estava "muito integrada e acompanhada, com um horário mais reduzido  por causa dos sinais de cansaço", cita o mesmo jornal.

Depois de confirmada a morte de Célia Paula, a Procuradoria-Geral da República confirmou ao jornal "Expresso" que está a ser preparado um inquérito para apurar as circunstâncias do caso.

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