O surto da COVID-19 empurrou famílias, muitas delas em dificuldades económicas, a recorrer a empresas que se fazem passar por intermediárias de crédito mas que, na verdade, têm como objetivo final extorquir dinheiro a famílias já endividadas, conclui uma investigação do jornal "Público". O Banco de Portugal (BdP) já detetou várias entidades deste género a operar e também a Deco revela já ter recebido inúmeras queixas que corroboram o alerta.

A forma de operar destes falsos intermediários é, regra geral, sempre a mesma: inicialmente, começam por pedir uma pequena quantia a uma família alegando que é o montante necessário para que seja aberto um processo.

O alegado objetivo? A concessão de empréstimos ou cedência de um novo crédito. Só que aquilo que começam com uma quantia pequena, depressa pode ir aumentando de valor.

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Seguem-se, logo de seguida, vários pedidos de montantes superiores que, ao contrário daquilo que é prometido, nunca servem para acionar a cedência de um crédito uma vez que estes intermediários são falsos e, por isso, não representam nenhuma entidade legal.

É nesse sentido que a Deco diz já ter recebido várias queixas, mas também pedidos de aconselhamento financeiro — muitos deles vindos de vítimas de extorsão desses intermediários.

Até meados de julho, aliás, o BdP diz já ter identificado 21 entidades a operar de forma ilegal no País, escreve o mesmo jornal. Este valor representa mais do dobro das entidades registadas em Portugal em 2019.

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