Natal é a "festa que celebra o nascimento de Cristo", e felicidade é a "tendência para acontecimentos positivos ou favoráveis", diz-nos o dicionário Priberam. Estas duas definições juntam-se todos os anos por esta altura, em que para celebrar o nascimento de Cristo junta-se a família, a comida e alguns presentes — que tornam este num acontecimento positivo (e muito aguardado), tal como refere a definição de felicidade.

E é precisamente este sentimento de felicidade que se reflete no nosso cérebro, de acordo com aquilo que um estudo descobriu. Realizado em 2015 pela Universidade da Dinamarca, a investigação teve como base os dados de uma ressonância magnética funcional (fMRI), que serve para para medir e traçar as atividades do cérebro, realizada em 26 pessoas. A estas foram mostradas cerca de 84 imagens — umas relacionadas com o Natal, outras não.

O resultado? Quando os participantes visualizavam imagens com temas natalícios, havia um aumento de atividade no cérebro, fazendo com que este se iluminasse — espante-se — como uma árvore de Natal.

As diferenças da atividade cerebral entre os participantes que viram imagens sobre o Natal ou imagens comuns do dia a dia

Os investigadores destes estudo perceberam que "há uma resposta cerebral quando as pessoas veem imagens de Natal, e há diferenças nessa resposta entre as pessoas que celebram o Natal em comparação com aquelas sem tradições de Natal".

Há várias regiões do cérebro que mostraram maior atividade quando mostradas as imagens relacionadas com o Natal — os lóbulos parietais, o córtex pré-motor e o córtex somatossensorial —, que juntas constituem a as reações neurológicas do espírito de Natal no cérebro humano.

O estudo mostra que a felicidade que sentimos no Natal é uma emoção por si mesma, com diferentes expressões no cérebro e em cada um de nós, influenciada pela forma como vivemos o Natal.

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É precisamente no decorrer da análise sobre o modo como cada um de nós perceciona o Natal, que o estudo identificou ainda o síndrome de "bah humbug". Parece ter nome de doença, e é até diagnosticado como tal, servindo para referir as pessoas que têm "deficiências" espirituais de Natal depois de celebrar esta época durante vários anos.

Pode até parecer estranho, mas no final do relatório do estudo, os investigadores avançaram que estava em curso o pedido de uma patente para a produção de um chapéu de pai Natal que os familiares poderiam comprar para a pessoa que apresentasse sintomas deste síndrome.

O objetivo? "Quando eles começarem a reclamar no jantar de Natal, com o toque de um botão pode dar-lhes um estímulo elétrico diretamente nos centros espirituais de Natal".

O chapéu de pai Natal parece ter avançado e até há alguns à venda em plataformas como a Amazon e o eBay por menos de 1€. Se funcionam ou não, bem, não sabemos.

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