Uma equipa de investigadores do Instituto Politécnico do Porto (IPP) está a desenvolver uma vacina contra a COVID-19 e com potencial para tratar outras doenças, que em vez de ser administrada por agulhas poderá ser ingerida num iogurte ou sumo de frutas. Este método "completamente inovador em Portugal" pode ser uma realidade já daqui a "seis meses a um ano" caso sejam usados apenas probióticos, de acordo com um dos investigadores à agência Lusa, citado pela TVI24.

"Vai ser a indústria que vai decidir que tipo de produto é que vai querer, nós vamos é poder oferecer-lhes várias opções", disse o Rúben Fernandes, um dos responsáveis pelo Laboratório de Biotecnologia Médica e Industrial – LaBMI do IPP.

Isto porque a vacina pode ser feita de três formas: apenas com probióticos ou só com plantas de frutos geneticamente modificadas — processo mais demorado devido ao facto de as plantas terem de crescer para dar frutos que serão transformados pela indústria em sumo — ou ainda conjugando os dois.

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Ainda faltam alguns passos para a vacina comestível chegar ao mercado, uma vez que ainda decorrem os ensaios in vitro. De seguida, os investigadores vão começar a testar o método inovador em ratos, peixes e numa espécie de minhoca muito pequena, adiantou o investigador.

Relativamente às vacinas atuais contra a COVID-19, a que está a ser desenvolvida pelo Instituto Politécnico do Porto (IPP) não é só diferente no que diz respeito ao modo de toma, como à atuação. "Ambos são produtos preventivos, mas neste caso a vacina, vou dizer convencional, neutraliza uma infeção e as vacinas comestíveis têm a propriedade de poderem potenciar as outras vacinas comuns", explicou Rúben Fernandes.

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