O presidente da Câmara Municipal de Lisboa culpa a Direcção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde pelo crescimento dos números de COVID-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo. "Com maus chefes e pouco exército, nós não conseguimos ganhar esta guerra", disse Fernando Medina num espaço de comentário do canal TVI24, na noite de segunda-feira, 29 de junho. "Não é nenhum problema de alta tecnologia, é um problema da qualidade das chefias no terreno e de quantidade de exército disponível."

O autarca terá apelado ao sentido de responsabilidade e à celeridade das autoridades de saúde, para que se reponha a "ordem na casa". "Ou as chefias em matéria de Saúde em Lisboa conseguem, em muito poucos dias, pôr ordem na casa e dar sinais claros de que têm a situação sob controlo, ou essas chefias todas têm de ser reavaliadas", disse — acrescentando ainda que, na falha da resolução do problema, "é essencial que [as chefias] sejam mudadas agora; daqui a um mês é tarde."

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Segundo Fernando Medina, os novos confinamentos não foram feitos de forma adequada, uma vez que a avaliação para a implementação de medidas teve apenas em conta "uma situação de focos muito localizados, em núcleos de construção civil, em fábricas, de trabalhadores da limpeza e núcleos de trabalho temporário", que, diz, já "não é a realidade" do momento.

Para o autarca, "falhou a acção no terreno, porque dizer que há um problema localizado leva a um determinado tipo de acção, mas, quando se chega a esse tipo de acção, ela não é eficaz ou não é atempada ou ajustada."

Fernando Medina insiste: as infecções já não estão só "naquele sítio", tendo-se dado, assim, uma "quebra na capacidade de rastreio das cadeias de transmissão que estavam ativas no território"

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