Ainda que o número de mortes nas estradas portuguesas esteja a diminuir, ainda é equivalente à queda de "três aviões, todos os anos", em Portugal. A informação foi dada este domingo, 21 de novembro, por Rui Ribeiro, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) à agência Lusa, citada pelo jornal "Público".

"Todos os anos morre, nas estradas portugueses, um conjunto de pessoas equivalente a três aviões que caíssem", explica, no mesmo dia em que esteve em Évora para assinalar o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada. Face aos números, Rui Ribeiro admite que, atualmente, se convive com a sinistralidade rodoviária "com alguma tranquilidade" e que, por isso, "cabe a cada um zelar pela proteção" da suas vidas.

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E embora os números estejam a diminuir, continuaram elevados em 2020, que foi "um ano atípico" devido às restrições de circulação de combate à COVID-19.

Uma das formas de combater a sinistralidade na estradas portuguesas, diz Filomena Araújo, presidente da Associação Gare, passa pela "redução de 50 para 30 quilómetros por hora da velocidade nas zonas com peões". Nestas situações, "o tempo de reação é completamente diferente", o que pode ajudar a "reduzir o impacto na saúde de eventuais atropelamentos", diz à mesma publicação.

"A probabilidade de sobrevivência a um atropelamento a 30 quilómetros por hora é cerca de 80%, o que quer dizer que oito em cada dez pessoas sobrevivem." Num acidente em que um carro circule a 50 quilómetros por hora, no entanto, o "cenário quase que se inverte".

"A probabilidade de sobreviver é de 10%, ou seja, nas mesmas 10 pessoas, uma sobrevive", reforça.

As declarações surgem na mesma altura em que se sabe, pela voz da ANSR, que as vítimas mortais diminuíram 5,5% (menos 14) em relação aos dados de 2020, mas que o número de acidentes com vítimas aumentaram em 3,7% (ou seja, mais 629).

No que toca aos feridos graves, a ASNR revela que subiram 4,6% (mais 55) e os feridos ligeiros subiram 4% (mais 784).

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