Eram 22 horas quando, em novembro de 2017, Miguel Sena, Bernardo Uva e as respetivas namoradas sentiram falta de mais uma garrafa de vinho. A vontade era a de passar o serão por casa e a mercearia à porta de casa já estava fechada.  "Começámos a pesquisar e havia uma ou duas plataformas que entregavam bebidas alcoólicas ao domicílio", conta à MAGG Miguel Sena, 30, natural de Lisboa. Pediram uma garrafa de vinho, apesar da taxa fixa de entrega, que acrescia 7€ ao serviço.

"Toda a gente tinha de pagar aquele valor. Sentimos uma oportunidade de negócio, só que começámos a pensar a partir de uma ótica mais ampla, que incluísse produtos de mercearia."

É assim que, quase um ano depois, é criada a Night Shift, o serviço online de entrega de produtos de mercearia a casa que, na fase de lançamento, disponibiliza 500 produtos no site. Além das bebidas alcoólicas ou do tabaco, há desde massas a arroz, sal, polpa de tomate, comida para animais, cotonetes, fraldas, pastas de dentes ou gel de banho.

Como é que funciona? É intuitivo e semelhante ao que já acontece noutros serviços de compras online. Basta aceder o site, selecionar os produtos de 11 categorias diferentes, como por exemplo: congelados, enlatados, higiene, gulosos, congelados, espirituosos, cerveja ou vinhos.

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Escolhidos os produtos, coloca-se a morada e automaticamente o cliente percebe se a Night Shift entrega na sua zona. A área em que a empresa vai começar por operar ficará circunscrita entre Belém, Benfica, Telheiras, Lumiar, Parque das Nações, Beato, Baixa e Alcântara, o que inclui Alvalade, Entrecampos, Avenidas Novas, Sete Rios e o centro da cidade.

Confirmando-se a possibilidade de entrega, surge uma estimativa do tempo de entrega e, após a compra ser concluída, volta a ser enviado um email de confirmação. "Uma pessoa pode demorar mais de 20 minutos a concluir a compra e esse email serve para lhe dar a nova hora", explica Miguel.

O pagamento pode ser feito com cartão de crédito, referência multibanco e até MBway. "Quando os shifters [as pessoas responsáveis pelas entregas] estiverem a chegar, o cliente recebe uma SMS a dizer que faltam cinco minutos." O tempo de entrega estimado deverá rondar entre os 20 e 30 minutos.

"Somos uma mercearia digital." Sem parceiros, são autónomos, tendo um armazém próprio em Lisboa, onde os shifters se abastecem. Sem taxas fixas, Miguel adianta que o valor que se acresce ao serviço de entrega poderá variar entre 1,80€ e 6€ no máximo. "Não gostamos muito de falar em médias, mas de acordo com os testes que fizemos, para o centro de Lisboa a taxa deverá rondar o 3€."  Para o Parque das Nações ou Algés, que são dois pontos nos extremos da cidade, poderá ser a máxima.

O tempo e a distância são os únicos fatores dos quais a taxa depende: "O valor é originado por algoritmo que calcula a distância e o tempo para chegar ao destino." A quantidade de produtos não interfere, excepto se a compra for superior a 25€. Neste caso, o cliente não paga nada pelo serviço de entrega.

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Miguel Sena, que mantém o trabalho no departamento de marketing numa imobiliária, chama a atenção para os preços dos produtos. "Se fizermos uma comparação direta com o Continente Online, por exemplo, notamos que mais de metade tem o mesmo preço. Há até casos em que é ligeiramente mais baixo." A excepção serão as bebidas alcoólicas, com valores ligeiramente superiores. A diferença, no entanto, não será "gritante", com um acréscimo na ordem dos 10% a 12%.

Para já, a empresa conta com três shifters. O objetivo, adianta Miguel — sócio de Bernardo Uva, formado em educação física e a trabalhar como personal trainer —passa por crescer. Querem aumentar a equipa, disponibilizar mais produtos e criar uma app, mas primeiro é importante afinar o negócio às necessidades dos clientes.

A Night Shift, que arranca oficialmente nesta segunda-feira, 1 de outubro, começa por funcionar de segunda a quarta-feira das 21h às 2h e de quarta-feira a sábado das 21h às 4h. "A ideia é trabalharmos todos os dias, durante a noite toda."

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