Noah vai ter alta hospital já esta segunda-feira, 21 de junho. Uma equipa multidisciplinar, composta por assistentes sociais, psicólogos e pediatras, esteve reunida ao longo desta manhã para avaliar a possibilidade de a criança de dois anos deixar o Hospital Amato Lusitano, onde estava internada após ter sido encontrada na noite de quinta, 17.

A notícia de que a criança iria ter alta foi confirmada por fonte do conselho de administração da unidade hospitalar ao jornal "Observador", que diz que Noah tem sido hidratado para recuperar da fraqueza muscular decorrente das escoriações que sofreu durante o tempo em que esteve desaparecido. A demora na alta teve que ver com os valores das análises a que foi sujeito e que mostravam que ainda se encontrava desidratado, explicou a mesma fonte ao jornal.

PJ afasta intervenção de terceiros e negligência no desaparecimento de Noah
PJ afasta intervenção de terceiros e negligência no desaparecimento de Noah
Ver artigo

A decisão da alta foi oficialmente comunicada pouco depois das 14h30 desta segunda, numa conferência de imprensa conduzida pela unidade hospitalar.

"O Noah vai, de facto, ter alta clínica hoje. Foi um final feliz. O Noah esteve cá porque quisemos preservar a qualidade de vida dele e a reabilitação total. A criança vai sair com toda o seu planeamento de alta feito, tanto do ponto de vista físico como do ponto de vista social e psicológico. O menino está ótimo. Ontem brincou e nunca esteve deitado", explicou Eugénia André, a diretora clínica do hospital aos jornalistas.

"Durante dois dias brincou e já fez a sua vida normal. Noah está clinicamente bem e já pode ter alta. As análises estão estáveis e francamente melhores. A criança está bem e há um ótimo relacionamento familiar", continuou.

Apesar da alta, a diretora clínica do Hospital de Castelo Branco garante que os pais vão continuar a ter acompanhamento psicológico. "Os pais estão interessados em manter o acompanhamento. Aceitaram de bom grado, porque também sentem que tiveram apoio ao longo de todo este processo", explicou.

O menino de dois anos que foi dado como desaparecido na manhã de quarta-feira, 16, em Proença-a-Velha, em Idanha-a-Nova, foi encontrado com vida ao final da tarde desta quinta, 17.

Depois de mais de 30 horas, um final feliz

Depois de mais de 30 horas de buscas, a criança foi resgatada de uma zona de mato após ter sido avistada por populares.

As buscas intensificaram-se no terreno entre cidadãos e agentes da autoridades com recurso a drones, cães e mergulhadores — que identificaram os vários poços e as linhas de água próximos do local de onde a criança terá desaparecido. Jorge Massano, capitão da Guarda Nacional Republicana, revelou que o menino foi encontrado numa zona florestal por volta das 20 horas, em Proença-a-Velha, “mais perto de Medelim”, um local para o qual a GNR alargou as buscas durante a tarde, salienta o "Observador".

Entre a casa da família de Noah e o local onde foi encontrado são cerca de quatro quilómetros em linha reta, mas a GNR acredita que a criança terá andado cerca de dez quilómetros.

Noah foi encontrado com vida. Criança de 2 anos terá percorrido 10 quilómetros a pé
Noah foi encontrado com vida. Criança de 2 anos terá percorrido 10 quilómetros a pé
Ver artigo

Ainda que a Polícia Judiciária (PJ) continue a investigar o desaparecimento de Noah, nesta fase continua a não haver indícios de que terceiros tenham estado envolvidos no incidente. As autoridades estão a tratar o caso como um desaparecimento espontâneo, diz José Monteiro, coordenador da PJ da Guarda, ao jornal "Público".

Ressalvando o facto de as investigações ainda estarem numa fase muito inicial, José Monteiro adiantou ainda que não terá havido negligência por parte dos pais. "Era costume o pai sair cedo para trabalhar no campo e deixar a porta entreaberta e não era a primeira vez que o menino saía sozinho para ir ter com ele. Desta vez correu mal e perdeu-se", explicou ao mesmo jornal, garantindo a importância de contextualizar o desaparecimento com a vida da família em questão.

Ainda que a PJ acredite não haver negligência, caberá agora ao Ministério Público e à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) investigar e analisar isso mesmo.

Na sexta-feira, 18 de junho, a CPCJ fez saber que já estaria "a analisar e a acompanhar" o caso em "articulação com as autoridades judiciais", garantiu Ivone Rente, presidente do organismo de Idanha-a-Nova à Agência Lusa, citada pelo jornal "Público".

Subscreva a newsletter da MAGG.
Subscrever

As coisas MAGGníficas da vida!

Siga a MAGG nas redes sociais.

Não é o MAGG, é a MAGG.

Siga a MAGG nas redes sociais.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.