Um estudo realizado pela Deco para avaliar o impacto da pandemia causada pelo novo coronavírus revelou que os portugueses que partilham casa com maridos, mulheres, namorados, estão a passar por várias situações de fricção na realização das tarefas domésticas, e por estarem confinados em isolamento.

Revelado pela Agência Lusa esta segunda-feira, 27 de abril, e publicado pelo "Observador", o estudo salienta que "seis em cada 10 pessoas", o que corresponde a 60 por cento, têm tido discussões devido à partilha de tarefas.

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Realizado entre os dias 17 e 20 de abril, o inquérito online recebeu 1.008 respostas, e chegou a várias conclusões sobre o comportamento dos portugueses, numa época em que grande parte do País está em casa, a cumprir o isolamento social.

“As diferenças de opinião sobre as medidas de prevenção da COVID-19 a adotar são outros rastilhos incendiários” e, nos agregados com crianças, “o acompanhamento escolar é também é foco de conflito, segundo 28 por cento dos inquiridos”, escreve a DECO no mesmo estudo.

Leia outras conclusões do inquérito:

  • 45 por cento dos portugueses que coabitam com outros revelam que as restrições à mobilidade tiveram um impacto positivo no relacionamento familiar, sobretudo em agregados que incluem casais com filhos menores;
  • Seis em cada 10 inquiridos, principalmente mulheres, afirmaram que as restrições à mobilidade prejudicam o seu bem-estar psicológico;
  • Um quarto dos inquiridos revelou que preferiu evitar ir ao hospital, mesmo tendo um problema grave de saúde;
  • 39 por cento dos participantes do estudo afirmou comer mais e reduzir a atividade física;
  • 49 por cento frequenta menos os mercados, 44 por cento reduziu as idas ao comércio local que continua de portas abertas. Em relação às idas ao supermercado, seis em cada 10 portugueses vão menos vezes às compras pessoalmente;
  • Um quinto dos participantes está a ter mais atenção ao preço dos produtos, e um terço aproveita sobras de refeições anteriores. Na mesma ótica, oito em cada 10 inquiridos não desperdiça comida;
  • Só seis por cento das pessoas diz não ter saído de casa uma vez na última semana, com o estudo a salientar que as saídas dizem respeito a compras de "alimentos, medicamentos ou outros produtos". Já quatro em cada 10 portugueses saiu de casa mais do que uma vez por semana;
  • Quase metade dos participantes no inquérito online saiu da sua habitação para passear ou correr, mas só 10 por cento saiu da sua área de residência.

Noutras conclusões, o estudo da DECO salientou que "os prevaricadores são, sobretudo, os mais jovens, entre os 18 e os 30 anos”, sendo igualmente esta faixa da população os que “mais contrariam a regra de evitar os contactos sociais” — um quarto revelou ter saído para se encontrar com familiares ou amigos. De acordo com o mesmo inquérito, "na população em geral, 12% tiveram o mesmo comportamento".

O estudo também destacou que "quase 60 por cento da população ativa está a sofrer redução de rendimentos devido à perda de emprego ou à diminuição do trabalho como consequência da pandemia".

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