Rosa Grilo, condenada a 25 anos de prisão pela morte do marido, está a pedir a anulação do julgamento e exige a libertação imediata. A sentença foi conhecida a 3 de março depois de o júri ter considerado que a mulher agiu de forma "deliberada, livre e conscientemente" com um "plano previamente elaborado" para o homicídio do marido, em 2018", com o objetivo de "assegurar uma situação económica abastada" ao beneficiar de, pelo menos, 500 mil euros dos seguros de Luís Grilo e do dinheiro das suas contas bancárias.

Foi precisamente nesse sentido que o tribunal conseguiu provar que a "arguida foi a autora material do crime de homicídio" e que "não é impossível" que tenha sido só uma pessoa a responsável por transportar o corpo de Luís Grilo.

Por isso mesmo, e por não ter sido possível provar que António Joaquim, o amante, tenha participado no plano, este foi absolvido e está agora em liberdade. O Ministério Público, no entanto, apresentou um recurso com um documento de mais de 100 páginas que sustentam a tese de que António Joaquim é o co-autor do crime, segundo apurou a SIC.

As incongruências que Rosa Grilo usou para garantir que não matou o marido
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Nesses documentos, consta, estão reunidas algumas informações que procuraram argumentar que, de facto, era impossível a Rosa Grilo transportar o corpo do marido sozinha e que também não terá sido ela a autora do disparo falta.

Além da condenação a uma pena próxima da pena máxima, que corresponde a 25 anos, o Ministério Público pede ainda que António Joaquim seja impedido de retomar as suas funções. Atualmente, sabe-se que António Joaquim está de baixa e ainda não regressou ao trabalho.

Rosa Grilo, que sempre manteve a sua inocência em tribunal com mais ou menos contradições entre os testemunhos que foi dando, também apresentou um recurso ao Tribunal de Vila Franca de Xira em que pede a libertação imediata já que, por haver dúvidas quanto ao seu envolvimento, também ela deveria ser absolvida.

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