Na mais recente publicação no Instagram de Rui Unas, entretanto eliminada, o humorista surge ao lado do arquiteto Tomas Taveira, 82 anos, que seria um dos próximos convidados do seu podcast "Maluco Beleza". Na legenda da fotografia, descreve Taveira "como um homem que não pode ser definido apenas pelas asneiras que faz na vida". O humorista refere-te ao arquiteto português que, nos anos 80, protagonizou o maior escândalo sexual em Portugal.

No Twitter e no Instagram, as críticas amontoaram-se e o humorista pediu desculpa através da publicação de uma Instagram Story. "É, de facto, complicado, e nunca conseguirei explicar completamente o que quis dizer. Mas uma foto, uma imagem, tem sempre uma mensagem", escreve.

Tomás Taveira filmou sexo com mulheres sem consentimento. Rui Unas fala alguém que fez
créditos: Rui Unas/Instagram

"Se a mensagem é mal interpretada por muitos e até contrária aos teus princípios, o melhor é retratarmo-nos e, humildemente, corrigir. Creio que conhecem o suficiente para saberem em que lado da trincheira estou", conclui.

Em causa está o facto de Tomás Taveira ter, em 1989, protagonizado um dos maiores escândalos sexuais pós-25 de abril em Portugal. Na altura, um homem cuja identidade não se conhece, percorreu as redações de jornais do País a vender cassetes de vídeo nas quais se via Tomás Taveira a ter encontros sexuais que filmou, alegadamente sem consentimento, com mulheres. Algumas delas, alegadamente pertencentes à alta sociedade portuguesa, escreve o jornal "i".

As primeiras imagens, sabe-se agora, foram publicadas na revista "Semana Ilustrada", seguida da espanhola "Interviù" que lançou 20 mil exemplares para Portugal e cuja grande parte acabou apreendida pela polícia.

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A comoção foi tal que Cavaco Silva, na altura primeiro-ministro, foi obrigado a reagir falando numa "campanha preparada e dirigida contra membros do governo português e as suas famílias", cita o mesmo jornal. Isto porque, segundo as várias publicações que fizeram circular as imagens, algumas dessas mulheres eram casadas com membros do governo.

Apesar do caso, o arquiteto preferiu nunca abordar o escândalo que ditou o afastamento da vida pública — embora tenha idealizado novos edifícios e projetos depois disso — e fez chegar ao fim seu casamento. Em 2018, recusava falar do caso por não achar "relevante", em entrevista ao mesmo jornal.

"Não quero falar, porque não é relevante para mim como homem, como homem de cultura, como professor catedrático, como pessoa que tem a história que tem. É como dizer que o Charles Aznavour teve um caso com a Amália. Aconteceu? Aconteceu. O que é que vou fazer? Vou-me matar? Não vou, acabou-se. Que importância é que isso tem?".

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