Chegou a Lisboa e o festival já começou. Está de malas e bagagens e ainda tem de passar em casa ou no hotel para deixar as tralhas. Outro cenário: levou uma mochila e afinal não vai precisar de tudo o que tem dentro dela. A vontade é de agarrar nos essenciais e ficar de costas livres, mas não tem onde deixar a mala.

O The Biggest Cloakroom é o bengaleiro XXL ambulante criado no final de 2016 e que em 2018 passa a marcar presença em alguns dos maiores festivais de verão. Depois do NOS Primavera Sound, no Porto, o projeto de Juliana Torres passa a fazer parte do Rock in Rio, Summol Summer Fest, EDP Beach Party, Super Bock Super Rock e MEO Sudoeste.

Pensado para apoiar o grande fluxo de público, do qual fazem parte muitos turistas — cada vez mais nómadas, de mochila às costas e de cidade em cidade —, o The Biggest Cloakroom abre uma hora antes dos portões dos recintos e fecha até 30 minutos depois do encerramento, sem tempos de interrupção. De modo a garantir a segurança dos clientes, é necessário apresentar um documento de identificação, quer no ato de entrega, como no levantamento dos objetos.

Todos os objetos são devidamente etiquetados e identificados para serem devolvidos em segurança aos donos

Os valores variam entre os 2€, para objetos mais pequenos, como capacetes — para quem vai de mota — sacos ou casacos, os 4€ para mochilas, sacos térmicos ou trolleys e os 5€ para peças maiores, como malas de porão, carrinhos de bebé e até pranchas de surf.

À MAGG, Juliana Torres conta que recebem “sobretudo mochilas”, muito porque há “pessoas que saem de uma cidade para ir diretamente para o festival”. No último dia do NOS Primavera Sound houve muito fluxo: “Há malas enormes porque as pessoas, assim que acaba, vão diretamente para o aeroporto ou apanhar o comboio.”

No Rock in Rio estão previstos quatro postos do The Biggest Cloakroom: um na entrada principal, outro na entrada da Avenida Gago Coutinho e outros dois no interior do festival, um dos quais na zona VIP. Estes últimos servem sobretudo para guardar casacos, brindes ou compras que os festivaleiros vão juntando ao longo da noite.

Os perdidos e achados acabam por ser neste mesmo sítio, tanto porque é lá que vão sendo entregues objetos, como porque há pessoas que se esquecem de os levantar. Quando assim é, tudo o que sobra é entregue à polícia para depois poder ser devolvido ou levantado pelos donos.

Vale a pena referir que é possível, nos festivais em que é permitida a entrada e saída, ir ao bengaleiro buscar comida ou objetos que façam falta: “No NOS Primavera Sound houve muitas pessoas com restrições alimentares que levavam a sua comida e saíam só para virem comer”, adianta Juliana.

O bengaleiro XXL não é só ambulante. Existem locais permanentes do The Biggest Cloakroom. Está presente no número 59 da Rua das Taipas, na Baixa do Porto. Também já chegou a Fátima e Aveiro. Juliana Torres adianta que deverá chegar a Lisboa em 2019.

Os objetos podem ser guardados durante muito tempo, sendo que chega a acontecer ser o próprio bengaleiro a enviar os objetos aos donos. “Há pessoas que, por exemplo, fazem a caminhada para Santiago, deixam as malas no Porto e depois nós enviamos para o destino ou para casa. Também há quem faça compras, não queira andar com tudo atrás e que, por isso, também guarde as coisas nos nossos espaços.”

Até à data, já foram contabilizados 13 mil itens guardados de 73 nacionalidades diferentes.

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