O primeiro single de Catarina Filipe, "Xeque-Mate", saiu há pouco mais de dois meses e já conta com mais de 817 mil visualizações no Youtube. O segundo, "Slow Mo", uma novidade fresquinha lançada a 17 de junho, para lá caminha — em apenas sete dias já arrecadou mais de 137 mil reproduções na mesma plataforma digital. No entanto, é para este domingo, 26 de junho, que a artista está a canalizar todas as energias.

Porquê? Porque foi o dia eleito para a influenciadora digital — que dá cartas no Youtube desde 2014 e que surpreendeu os seguidores em abril deste ano com o lançamento da primeira música — cantar pela primeira vez à frente a uma multidão física, sem ecrãs à mistura.

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Com apenas dois singles e uma carreira musical pública com menos de três meses, o primeiro concerto de Catarina Filipe vai acontecer já este domingo, 26 de junho, no Super Bock Digital Stage, no Rock in Rio Lisboa, às 17h40. A menina que sempre quis cantar tão bem como o avô fadista está prestes a estrear-se nas atuações ao vivo num dos principais festivais a nível nacional e a MAGG deu um pulinho a um dos ensaios finais para o "dia D", na Academia da Jazzy Dance Studios, em Santos.

O objetivo? Perceber como é que está o coração de quem é novo por estas andanças a escassos dias de subir ao palco do Rock in Rio. "Agora está a ficar um bocadinho nervoso", admite a influenciadora digital de 27 anos. "Acho que com o lançamento da 'Slow Mo' enchi-me de tantas coisas para fazer que só agora é que me apercebi, há duas semanas. Mas estou muito entusiasmada. Estou mais entusiasmada do que outra coisa", acrescenta.

Rock in Rio como primeira atuação? Nunca esteve nos planos

"Acho que ninguém espera começar logo assim no Rock in Rio. Estava com a expectativa assim mais baixinha. Rock in Rio talvez daqui a dois anos. Não pensava que fosse já", começa por explicar Catarina Filipe, que admite que chegou a ponderar recusar o convite por achar que não era exequível em tão pouco tempo.

"Vieram falar comigo há cerca de um mês e tal, não só por causa da música, mas porque eu também já tinha apresentado o palco [Super Bock Digital Stage, na 8.ª edição no festival], e eu fiquei: 'querem que eu vá? Eu, Catarina? Tá'. Achava que não era possível e disse logo à minha equipa: 'malta, é muito giro, mas não vai dar. Tenho pena, mas não vai dar'. E eles: 'dá, dá. Se quiseres fazer, fazemos' — e, pronto, estamos aqui" , conta.

Catarina Filipe estreou-se no universo digital em 2014, ano em que criou um canal no Youtube e começou a eternizar as suas rotinas, tanto na faculdade em Lisboa como em contextos mais familiares nas Caldas da Rainha, a terra onde cresceu, sob forma de vídeos na plataforma. À data, estudava Gestão e fazia dos números prioridade. Hoje, cerca de oito anos depois, o percurso profissional em nada tem que ver com cálculos e matemática.

O sucesso no Youtube e até no Instagram, com 450 mil subscritores e 190 mil seguidores, respetivamente, já se faz notar há anos e chegou mesmo a culminar no lançamento de um livro da sua autora, "Hashtag Sem Filtro", publicado em 2019. A carreira musical, que veio sem aviso prévio, foi uma novidade para muitos, mas não para quem é próximo da artista. 

"Na verdade, [canto] desde sempre. Desde antes do Youtube. Cheguei a ter uma banda, quando era mais nova. Era a miúda que adorava estar no coro da catequese. Todas as desculpas que existiam para cantar eu agarrava. Mas era muito tímida, e ainda sou, na cena da voz. Nunca fui de me chegar à frente", diz.

"Aos 13 anos, desisti. Aos 25, pensei: se não for agora, vai ser quando?", explica, acrescentado que foi, "mais ou menos por essa altura", que começou a olhar para a música de forma mais séria e não como um sonho abstrato.

Decisão tomada, por onde é que se começa? 

"No meu caso, tive uma ajuda preciosa, que foi o Gui [Guilherme Alface, membro da banda portuguesa ÁTOA], mas acho que tens de começar pelo som e pela tua identidade musical. Foi esse o nosso processo durante o ano passado. Foi assim experimentar montes de coisas. Nós até um sertanejo fizemos. Fomos mesmo a todo o lado", diz, entre risos.

"A primeira parte é mesmo essa: descobrir o que é que tu curtes e, a partir daí, começares a construir todo o projeto à volta disso. Porque não é só cantar", explica, com a ressalva de que, da produção à realização dos vídeos, "tem mão em tudo".

Todo o processo de produção do tema "Xeque-Mate" ficou registado sob forma de vídeo e já se encontra na conta de Youtube de Catarina Filipe. A ideia, segundo a artista, é que todos os temas sejam acompanhados por um vídeo, que confere acesso privilegiado aos "bastidores" do tema.

Vêm aí novas músicas (e, com sorte, talvez até um sertanejo)

Da teoria à prática, Catarina Filipe recorda a produção do primeiro tema "Xeque-Mate", que já passa nas rádios nacionais, e explica que há novos temas a caminho.

"Escrevemos a 'Xeque-Mate' em março do ano passado. Só que eu queria ter o projeto todo feito antes de começar a lançar música. Então basicamente fizemos várias músicas para termos opções agora. Foi assim um ano. Há muito mais para sair ainda, mas há coisas que podem não sair", explica a artista, que admite que tem um sertanejo na gaveta, que julga que nunca vai sair.

"Gosto dele. É das minhas músicas favoritas, mas acho que está um bocado desconexo", admite. No entanto, fãs de sertanejo, atenção: Catarina Filipe diz estar disposta a reavaliar o futuro deste tema caso os seguidores se manifestem nesse sentido. Por isso, nada está perdido.

"Acho que a minha carreira musical vai ser assim muito de capítulos, tal como a minha vida no digital também tem sido até agora. Mas agora é muito uma vibe de pôr as manas lá em cima e de empoderamento", explica. "Este ano, em princípio, não vamos ter álbum, mas vamos ter vários singles. Vamos continuar a lançar música", revela.

De olhos postos no futuro, Catarina Filipe explica que quer aproveitar cada conquista ao máximo, sem pensar no que aí vem, mas admite que colaborar com o rapper português Dillaz está na lista de desejos, não fosse o artista da Madorna umas das suas maiores inspirações.

Catarina explica que cresceu a ouvir sons escritos de um ponto de vista masculino e que sentia falta de uma porta-voz feminina no panorama nacional português. Por isso, decidiu tornar-se essa mesma porta-voz e, com recurso à música, empoderar quem a ouve.

Em entrevista, admite que há uma certa tendência para estereotipar artistas que já têm um outro passado na internet, seja como youtubers ou influenciadores, mas mostra-se tranquila face à questão. Reconhece que cada um tem legitimidade para utilizar a comunidade que já construiu para alavancar a sua carreira musical, se for esse o seu desejo.

Até à data, Catarina Filipe lançou apenas dois temas. No entanto, os internautas, no Twitter essencialmente, destacam as letras originais como um dos pontos fortes da artista.

Neste momento, o foco de Catarina Filipe é a atuação deste domingo, 26, no Rock in Rio. E, à MAGG, desvenda (ainda que de forma vaga) o que podemos esperar.

"Queremos dar assim um bocadinho um sneak peak do que é que vão ser, no futuro, os espetáculos da Catarina Filipe. Uma cena divertida, com muita dança, muita animação, com mais do que os meus dois temas originais. Pode até ter um cover [interpretação de um tema de outros, que não é original]... Vai ter vários momentos mais mexidos e outros mais tranquilos", conta.

Catarina Filipe não revela que canção de outro artista vai interpretar no Rock in Rio, no entanto os fãs avançam que uma das possibilidades seria o tema "Dramas e Dilemas", de Plutónio, ao qual deu voz no segmento "Confessions", da rádio jovem "Mega Hits", num vídeo que já conta com 57 mil visualizações no Youtube.

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