As medidas anunciadas pelo governo para o setor da restauração durante o estado de emergência, que vigorará até ao próximo dia 23 de novembro, estão a provocar revolta nos profissionais desta área.

Ljubomir Stanisic não ficou indiferente e recorreu às redes sociais para demostrar a sua revolta e fazer um apelo. "Cansaço", "raiva" e  "frustração" são alguns dos sentimentos que o chef revelou sentir quanto às novas restrições.

"Em março, fui uma das vozes que defendeu publicamente o encerramento dos restaurantes. Porque enfrentávamos pela primeira vez uma pandemia que não conhecíamos, não sabíamos exatamente como se propagava ou como nos poderíamos proteger. Porque a saúde e as pessoas tinham (têm) de estar primeiro. Até porque, sem elas, não existe sequer economia. Nos mais de dois meses que estivemos encerrados e desde então, tivemos tempo. Para aprender mais sobre o vírus, para definir regras para o funcionamento dos restaurantes salvaguardando trabalhadores e clientes, para estabelecer protocolos que nos permitem manter a economia a funcionar sem comprometer a saúde.", começou por referir o chefe na publicação que partilhou no Instagram.

Segundo o chef, os "restaurantes têm sido exemplares no cumprimento das regras". Fala não apenas dos seus estabelecimentos mas também de muitos outros que sabe que aproveitaram as adversidades para se reinventarem com "uma capacidade de adaptação admirável".

O chef natural da antiga Jugoslávia duvida da eficácia das novas medidas do governo e afirma que as mesmas terão um "custo potencialmente letal" para os todos  trabalhadores deste setor. "Os fins de semana são cruciais para a sobrevivência dos restaurantes. São centenas de bocas que ficarão por alimentar. Bem sei que a restauração não é o único negócio afetado, que este é um momento duríssimo para todos", acrescenta Stanisic.

Para Stanisic, este é o momento em que todos os trabalhadores da restauração se devem fazer ouvir. "Permitam-nos fazer parte da solução. Não nos deixem para trás. Da nossa parte, o compromisso é absoluto. Só queremos sobreviver. Porque não é só da doença que se morre... Por isso, se puderem, vão comer: aos restaurantes de bairro, aos estrelados, aos tradicionais, aos familiares, aos alternativos…". "Não podemos ficar de braços cruzados a ver um setor morrer", rematou na mesma publicação.

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