Rita Pereira está no centro de uma nova polémica. Ao publicar, durante o fim de semana passado, um vídeo com o seu novo e arrojado penteado, a atriz de 40 anos começou a ser acusada de apropriação cultural, neste caso da cultura africana.

As longas tranças que exibe fazem alusão às de muitas mulheres africanas, sendo que vários internautas consideraram que a atriz não devia usá-las, já que vive em privilégio e é ocidental. Este penteado, que surgiu em forma de despedida da mais recente personagem, Maria, de "Quero é Viver", foi muito comentado.

Cucumbi. O turismo rural paradisíaco em Montemor onde Rita Pereira está com o filho
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"Para brancos é só uma moda e a nossa vida continua igual. Num lugar de privilégio, como sempre! Para pessoas negras, não", disse Maria Sampaio sobre o assunto. Apropriação cultural é "o ato de usar coisas de uma cultura que não é a sua, sem mostrar que se entende ou respeita essa cultura", segundo o dicionário de Cambridge, citado pela CNN Portugal.

Na sequência desta situação, Rita Pereira recorreu ao Instagram, na noite desta terça-feira, 19 de julho, para comentar a sua opção de fazer twist braids. A atriz defende que o fez enquanto "admiração cultural" e que está ciente de tudo aquilo que representam.

"É um tema do qual estou bem informada, ao contrário do que possam pensar e não posso deixar que me tenham como desinformada ou desinterassada, não sobre isto", começou por escrever. A partir daqui, Rita esclareceu ter sempre sido contra "a desigualdade, a segregação racial, a discriminação social, o racismo".

A atriz de 40 anos salienta ter noção da sua posição de mulher "branca privilegiada com tranças" e adianta que, antes de avançar com o penteado, procurou a opinião do marido, dos amigos, de familiares e de ativistas afro descendentes. "O facto de eu usar tranças ou twists é, no meu ver, uma valorização, uma admiração, respeito, e acima de tudo faz parte da globalização", adiantou.

Rita Pereira compara ser vista, com este penteado, como "sinónimo de exótica, moderna, linda, tudo de positivo", enquanto "os afro descendentes lutam há anos" por "equidade étnica, cultural e capilar". Alega ter sido sempre uma voz ativa no combate ao racismo, que em Portugal "é assunto tabu".

"Acham mesmo que eu, perante toda a minha história, estou a desrespeitar, desvalorizar ou apoderar-me da cultura africana?!", perguntou, na mesma publicação.

Aproveitou a situação para, de acordo com a mesma, fazer com que os seguidores refletissem acerca deste tema "realmente importante" para si. "Espero que esta polémica tenha ajudado pelo menos a trazer a praça pública esta questão da cultura capilar para que seja aceite em qualquer lugar, qualquer empresa, qualquer comunidade", concluiu.

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