A aplicação de reserva de restaurantes está a expandir as suas funcionalidades. Em breve, vai ser possível pagar as refeições através da aplicação ou via QR Code. O TheFork Pay vai chegar a Portugal em 2023 e já está a ser testado desde 2020 em 2.500 restaurantes em Itália, Espanha e França. Estas (e outras) novidades foram reveladas esta segunda-feira, 30 de maio, na conferência de imprensa do 15.º aniversário do TheFork, em Paris, por Almir Ambeskovic, CEO da empresa que pertence ao grupo TripAdvisor.

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De acordo com os dados avançados pelo CEO do TheFork, os pagamentos digitais aumentaram 42,8% entre 2019 e 2021. O que faz com que não só a empresa esteja a apostar no sistema de pagamento na aplicação, como também no pagamento por QR Code e, numa fase posterior, no pagamento à mesa, sem necessidade de fazer o pedido da conta. "Até ao final de junho, teremos os primeiros 200 restaurantes e cerca de 1.000 até ao final do ano. O pagamento na mesa estará também disponível para clientes que não fizeram a reserva através do TheFork", explicou o responsável do TheFork.

Almir Ambeskovic, CEO do TheFork
Almir Ambeskovic, CEO do TheFork créditos: TheFork

"A nossa visão é que essa parte da experiência [a espera pela conta] desapareça. Quando tiverem terminado a refeição, precisam apenas de sair do restaurante, tal como acontece atualmente com a Uber", comparou Ambeskovic.

O lançamento de um produto mais tradicional, o gift card (cartão de oferta), no valor de 50€, aconteceu ainda durante a pandemia, não estando ainda disponível em todos os mercados. "50€ é mais do que 50€. Porquê? Porque, dentro daqueles 50€, há a experiência que tem um valor único e varia de caso para caso. Muitas empresas estão a usar o nosso gift card para recompensar os seus clientes e funcionários", afiança o CEO do TheFork, acrescentando que o valor do cartão de oferta "vai diretamente para os restaurantes".

A aplicação de reserva de restaurantes TheFork está presente em 12 países. São, no total, 60 mil restaurantes para poder marcar um almoço ou um jantar, nos quais estão incluídos 2.500 restaurantes presentes no Guia Michelin. O que poderá mudar num futuro próximo, uma vez que, tal como revelou o CEO da marca, há um projeto de expansão (sem prazo definido) para estabelecimentos de refeições que não sejam restaurantes.

Além da tendência de "personalização da experiência" do utilizador, através de uma oferta na app cada vez mais "otimizada" e adaptada aos gostos de cada um, Ambeskovic revelou também que, além dos descontos já disponíveis, a empresa quer dar a possibilidade de os restaurantes poderem, através da gestão Yield (estratégia de preços variável, que busca encontrar o melhor timing para oferecer o preço certo ao cliente certo), inflacionarem os preços consoante a procura, tal como já acontece na hotelaria. "Se a procura for alta, queremos dar aos restaurantes a possibilidade de cobrar mais. Porque, no fim, é uma questão de equilíbrio entre a oferta e a procura. Em certos restaurantes, as pessoas estão disponíveis para pagar mais", afirma o CEO do TheFork.

Almir Ambeskovic traçou ainda algumas metas ambiciosas para os próximos 15 anos. O CEO do TheFork abordou ainda a modalidade Eat Now, Pay Later, que já existe em países como os Estados Unidos e que permite, de forma simplificada, aos consumidores não recusarem um convite para jantar se não tiverem liquidez financeira, podendo saldar a conta no fim do mês. "Isso dá ao consumidor a possibilidade de ter acesso a experiências que, no momento, seriam mais difíceis. Temos tudo para isso acontecer", explica o responsável máximo da empresa, acrescentando que este financiamento seria feito pelo TheFork.

Há também a intenção de, a médio prazo, a empresa entrar no setor do crédito, nomeadamente com empréstimos aos restaurantes parceiros. "Quem é que conhece melhor os restaurantes? Os bancos? Não. Nós. Conhecemo-los e podemos ajudá-los a financiar novas ideias, novas iniciativas, novas aberturas", explicou Almir Ambeskovic. O CEO do TheFork revela também a intenção de expandir a TheFork Pay a outros segmentos do setor alimentar (como cafés ou pastelarias, por exemplo) que não tenham a opção de reserva.

"O mercado português está a recuperar mais rapidamente do que o espanhol"

A MAGG conversou com Sérgio Sequeira, CEO do TheFork para Portugal e Espanha, que revelou que as modalidades de pagamento através da aplicação e por QR Code chegam ao mercado português "no início de 2023".

"Este processo de lançamento não implica só trabalho de produto, mas também de contato e formação dos restaurantes. Ou seja, convencer os restaurantes a trabalharem desta maneira", explicou o CEO para o mercado ibérico, salientando que a possibilidade de não ser sequer preciso pedir a conta para fazer o pagamento (algo já disponível em sistemas de pagamento como a Sunday) também está nos objetivos da empresa para 2023.

Sérgio Sequeira, CEO do TheFork para Portugal e Espanha
Sérgio Sequeira, CEO do TheFork para Portugal e Espanha créditos: TheFork

Sérgio Sequeira revelou números impressionantes do sucesso da plataforma digital de reservas de restaurantes no mercado português, mesmo com o impacto da pandemia da COVID-19. Neste momento, existem 2.720 restaurantes portugueses na aplicação. Um número ligeiramente abaixo dos 2.800 de março de 2020, o melhor mês de sempre para a app, mas também aquele em que a pandemia obrigou os estabelecimentos a encerrar. "Mais um, dois meses, e voltamos ao melhor período de sempre [março de 2020]", afirma Sérgio Sequeira.

"Temos, neste momento, mais 15% de restaurantes do que em maio de 2019, mas temos uma receita 110% superior [a esse período]. É um crescimento brutal. Portugal está a ter um desempenho extraordinário".  O responsável revela também que, apesar da cada vez maior vaga de turismo no País, "a grande maioria [dos utilizadores do TheFork] são portugueses". "Os estrangeiros são cerca de 20%". Sérgio Sequeira revela ainda que a estimativa para o mês de maio é que 500 mil pessoas tenham feito refeições num restaurante reservado através da aplicação.

O CEO do TheFork para Portugal e Espanha revela ainda como é que os dois mercados recuperaram na fase pós pandemia. "O mercado português está a recuperar muito mais rapidamente do que o de Espanha. Pelo menos no TheFork, Espanha está a crescer 15% comparativamente a 2019 e Portugal os tais 110% que referi. Espanha está alinhada com os nossos objetivos, Portugal está muito acima", refere Sérgio Sequeira, que tem sob a sua alçada o mercado espanhol há um ano.

A expansão para estabelecimentos que não sejam restaurantes é, para Sérgio Sequeira, "uma extensão normal e bastante óbvia" do negócio do TheFork. "Acreditamos que nos vai permitir chegar a todo o tipo de estabelecimentos na área da comida".

No conjunto dos 12 países onde existe a aplicação, Portugal é o mercado com maior índice de satisfação. A nível global, a aplicação tem um NPS 64 (índice de satisfação do cliente) ao passo que, no mercado luso, a média sobe para NPS77. "É a satisfação mais alta de todos os países. Isso tem muito que ver com o trabalho que fizemos ao longo destes anos. A mesma equipa, muito constante, com uma grande experiência. Tivemos sempre uma grande preocupação na qualidade dos restaurantes que trabalham connosco. Temos um conjunto muito estrito de regras, como devem funcionar. Damos formação a todos os restaurantes e isso faz com que as pessoas sintam uma grande confiança. Hoje em dia, este tipo de plataformas, as pessoas ou confiam ou não confiam", explica Sérgio Sequeira.

Um jantar com 46 estrelas Michelin no rio Sena

Um cruzeiro no Sena, a bordo de uma versão modernizada (e amiga do ambiente) do típico bateau-mouche que circula no rio que banha Paris. Um menu de degustação criado não por um, não por dois, mas por cinco dos mais reconhecidos chefs a nível mundial (Alain Ducasse, Martin Berasategui, Enrico Cerea, Hélène Darroze, Jessica Préalpato) que, em conjunto, já conquistaram o impressionante número de 46 estrelas Michelin.

O 15.º aniversário do TheFork celebrou-se esta segunda-feira, 30 de maio, a bordo do Ducasse Sur Seine, navio de cruzeiros onde é possível viver, enquanto se contempla as mais belas paisagens da capital francesa, uma experiência gastronómica criada pelo chef Alain Ducasse.

THEFORK torre eiffel

A MAGG marcou presença no evento, onde estiveram presentes jornalistas, influenciadores, profissionais do TheFork e também vencedores de um sorteio lançado pela aplicação, e que terminou com a sobremesa a ser servida em frente à torre Eiffel.

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*A MAGG viajou a convite do TheFork Portugal

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