"Quero comer" é uma expressão que muito se tem dito nas últimas semanas. O problema é que nem sempre há vontade de cozinhar. Com os restaurantes fechados ao público, procuram-se alternativas.

Uma delas vem precisamente ajudar na hora de encomendar comida. O objetivo da "Quero Comer" é ajudar os restaurantes a criar um site com loja online para take away a um preço muito acessível. 

Quantas vezes andámos às voltas até encontrar ementas ou horários dos inúmeros restaurantes? Agora, os restaurantes já podem disponibilizar menus, preços e fotos da comida de forma intuitiva com o novo projeto, com a vantagem de ter uma maior visibilidade online e aumentar as vendas nestes tempos difíceis.

take away
créditos: divulgação

Mas como é que tudo começou? Bo Irik, a co-fundadora do projeto, explica que a irmã, Femke, que vive em Lagos, tinha alguma dificuldade em pedir comida para levar para casa. "Porque não encontrava os menus online ou porque ela, pessoalmente, não gosta muito de falar ao telefone e prefere fazer a encomenda online. Mesmo os meus pais, que também vivem naquela zona, também sentiram esta dificuldade", conta à MAGG.

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Este não é o primeiro projeto das empreendedoras. As duas irmãs holandesas, em Portugal há 20 anos, criaram em 2014 a startup portuguesa SeaBookings — um agregador de experiências direcionado para a área do turismo marítimo — que com a pandemia ficou também em quebra. Decidiram então agarrar numa nova oportunidade de negócio.

Juntaram forças com Fábio, techie, e Francisco, designer, que já faziam parte da SeaBookings. Apesar de terem pensado em usar WordPress na "Quero Comer", optaram por desenvolver a tecnologia de raiz de forma a oferecer um site mais intuitivo aos restaurantes que queiram usufruir do serviço.

Até chegar ao resultado final foi necessário ter em conta uma série de parâmetros: quais os inputs de que os restaurantes precisam, que tipo de conteúdo têm, ter uma opção caso tenham boas fotos ou não, investigar qual a disponibilidade para pagar pelo serviço, analisar a concorrência e tratar da parte burocrática.

Em apenas um mês a plataforma "Quero Comer" estava pronta e o projeto que foi lançado esta sexta-feira, 17 de abril. No fundo funciona da mesma forma que a SeaBookings, mudando apenas o setor.

"Eu própria já trabalhei em restaurantes. A nossa mãe trabalha na área da restauração e foi até por causa do restaurante onde a nossa mãe trabalha que surgiu a ideia, porque é um restaurante de fine dining, algo mais procurado pelos turistas, e não se enquadra tanto no take away. Então ela sentiu alguma dificuldade em manter as portas abertas", revela Bo Irik.

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A partir da experiência pessoal, Bo, 31 anos, e Femke, 29, sentiram que era necessário ajudar os restaurantes a comunicar melhor com os seus clientes, e a aposta no digital nesta altura de confinamento seria o momento ideal. Resta saber como podem os restaurantes e pastelarias juntar-se à plataforma.

O processo é simples e depende de se já têm ou não um site. No primeiro caso basta preencher um formulário disponível na "Quero Comer", esperar pelo contacto da plataforma (que vai avaliar o site) num prazo de 24 horas e, caso seja para avançar, resta adicionar os conteúdos e começar a aceitar pedidos. Caso o restaurante não tenha site, deve começar por escolher um template, implementar conteúdos e começar a aceitar pedidos.

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créditos: divulgação

E quais as vantagem de ter um site do restaurante desenvolvido pela "Quero Comer"? Além ajudar a ter mais visibilidade, permite otimizar a gestão de stock, uma vez que é possível receber pedidos com mais antecedência, receber notificações de pedidos por e-mail e ainda ter acesso a um backoffice intuitivo cuja informação pode ser editada a qualquer momento.

Os restaurantes podem ainda recorrer a serviços adicionais, como a criação de um logotipo, gestão de redes sociais e serviços de fotografia e/ou vídeo.

"O serviço já está disponível, agora é uma questão de angariação de clientes. Nesta primeira fase só fazemos o serviço direcionado ao restaurante e não ao consumidor final. No entanto, a partir do momento em que tivermos vários parceiros que usem a nossa tecnologia, queremos ser um portal onde o consumidor final consegue ver e comparar ofertas", revela a co-fundadora Bo Irik.

Mesmo no fim da pandemia, o objetivo é que o projeto se mantenha no futuro. "Acreditamos que mesmo não havendo distanciamento social faz sentido os restaurantes apostarem na presença online", diz Bo Irik à MAGG e acrescenta: É um projeto a longo prazo".

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