Para fazer justiça à ideia de que o lar é aquele onde o coração está, Vijay e Kanan Jayachandran trouxeram um bocadinho de casa para o Bômau, o restaurante à base de petiscos e sliders, do qual são responsáveis, e que está localizado no Rato, em Lisboa. Pode ser um clichê, mas eles existem precisamente para serem usados.

Além do sangue, estes dois corações bombeiam doses ilimitadas de amor pela Índia, de onde são naturais; pelos EUA, local onde viveram nos últimos 25 anos; e pela Dinamarca. A ideia de abrir o restaurante, conta-nos Vijay Jayachandran, tem mais de uma década, mas só ganhou corpo quando, em 2017, o casal visitou o País pela primeira vez.

"Apaixonámo-nos de imediato pela cultura e pelas pessoas de cá que, percebemos de imediato, sabem receber bem. Receberam-nos muito bem e decidimos que o Bômau tinha de nascer aqui", explica. A abertura concretizou-se no abril de 2020 em regime take away e embora os dois na altura não o soubessem, haveria um novo confinamento em Portugal devido à evolução negativa do surto da COVID-19.

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Os dip boards do Bômau

Desde janeiro deste ano que o restaurante funcionava apenas em regime de entrega ao domicílio, através de parcerias com plataformas como a Uber Eats, ou através da recolha das refeições no local por parte dos clientes, e só em abril pôde abrir as esplanadas.

"Foi muito difícil, mas temos esperança", confessou. Esperança na capacidade de perseverança e, acima de tudo, nas opções de comida que têm para oferecer a quem os procure. E a verdade é que, aquando da visita da MAGG ao espaço, a esplanada do Bômau estava composta e, à medida que a tarde transitava para a noite, os lugares conheciam clientes novos — ora para um petisco rápido, ora para um copo entre amigos num contexto em que estamos todos sedentos de nos encontrarmos.

A carta do restaurante reflete os vários sítios locais por que Vijay, e a mulher, já passaram: há inspirações de cozinha grega, asiática ou mexicana num menu composto por wraps, hambúrgueres, picantes (um deles, demasiado intenso) e saladas várias.

No Bômau, vegetarianos e carnívoros têm lugar à mesa

Uma das sugestões de Vijay é o Chipotle Mushroom Slider, um mini-hambúrguer recheado com cogumelo ostra, cebolas maceradas e coentros (5€ por um; 9€ por dois; e 12€ por três) ou a salada bio Vienamese (9€) composta por alface, couve branca, cenoura, pepino, amendoim, cebolete, coentros, pickles de malagueta, hortelã, vinagrete de lima e amendoim.

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Porque a mulher de Vijay é vegetariana, era imperativo que o Bômau refletisse isso mesmo. Por isso, e além do Chipotle Mushroom Slider, pode ainda pedir um Veggie Fritter Mini-Wrap, com alface, pickles de vegetais, molho de hortelã e tamarindo, ou o mini-hambúrguer de feijão preto Classic Veggie Slider.

Para os carnívoros, há também mini-hambúrgueres de novilho e porco ou wraps de galinha e frango. Qualquer um destes tem o preço de 5€ à unidade, mas também podem ser pedidos em packs de dois (9€) ou três (12€). A este pedido pode ainda juntar batatas fritas (2€), aros de cebola (3€), peixinhos da horta (5€) ou quatro tipos de picante (6€) — do mais suave ao mais intenso.

Um deles, composto por chili verde, é inspirado em Portugal. O segundo, à base de piripiri e tamarindo, é baseado na receita da avó de Vijay Jayachandran que se recorda de, em miúdo, vê-la assar as malaguetas e misturá-las com óleo e azeite antes de as usar nas refeições.

É este, aliás, um dos mais vendidos para fora, diz o responsável à MAGG. É que além das refeições, o Bômau começou também a vender alguns dos seus molhos — todos eles feitos no espaço e de forma orgânica e sustentável — em pequenos frascos.

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Do conjunto de molhos produzidos no espaço e que vêm para a mesa, faz parte aquele que é feito à base da malagueta Carolina Reaper, considerada a mais picante do mundo e classificada com 2.200,000 unidades na escala de Scoville, que distingue os picantes por grau de intensidade.

"Nem eu consigo aguentar isto na boca por muito tempo", diz-nos Vijay depois de experimentarmos o molho e ficarmos com os olhos inundados de lágrimas devido à intensidade. Esta malagueta, que nasce nos EUA, é possível encontrar no Bômau porque "uns amigos que moravam na Califórnia mudaram-se para cá e estão, agora, a fazer a sua produção no País", conta-nos.

Se estiver disposto a tentar, o molho estará disponível a qualquer altura. Mas, reforçamos, é preciso coragem. Não diga que não o avisámos.

Vijay diz que uma das principais características do Bômau é o facto de os produtos "serem todos biológicos e orgânicos". Além disso, a equipa assume o compromisso de comprar sempre a produtores locais e de fazer "tudo ali": "desde o pão, que é de fermentação lenta, como os hambúrgueres, fazemos tudo aqui para evitar o desperdício e até recorrer a alimentos processados", explica.

Fique ou não na esplanada, porque agora o espaço já pode aceitar clientes no interior do restaurante, não tem de se ficar apenas pela comida. Os cocktails Spiced Pear (6€), Gin Gin Mule (7€) ou Grapefruit Margarita (8€) são opções na carta para abrir o apetite.

No final da refeição, e já de estômago quase cheio, os responsáveis do Bômau esperam que ainda consiga arranjar espaço para a deliciosa panacotta (3€), as bolachas (1,50€) os donuts normais ou com açúcar (2€) ou um gelado sazonal cujos sabores vão mudando consoante a estação (3€).

Morada: Rua Alexandre Herculano, 61 1250-012 Lisboa

Telefone: 911 818 358

Horário: 09h-23h (fechado aos sábados e domingos)

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