Quando abriram, Vinicius e Mariana vieram revolucionar uma Lisboa que pensava que os vegan só comem salada e lentilhas. No Vegan Junkies servem-se hambúrgueres cheios de queijo, nachos, batatas fritas, nuggets e croquetes — tudo vegan, claro.

Entretanto decidiram que o junk food em forma de sandes e tapas já não chegava. Com a ideia de criarem pizzas vegan, os dois sócios arrendaram no início do ano um espaço na baixa para aquilo que viria a ser o próximo restaurante. Mas a pandemia veio alterar os planos, ainda que não numa forma negativa.

Morada: Rua Oliveira ao Carmo, 9, Lisboa
Horáro: 11h-20h. Fecha domingo e segunda

Ainda que sirvam na mesma as pizzas cujas receitas andaram a ser aperfeiçoadas ao longo de vários meses, decidiram abrir a cozinha do restaurante a outros projetos. "Durante a quarentena, vimos nascer muitos projetos vegan, alguns pequenos, e que precisariam de uma ajuda para se manterem no ativo", explica Vinicius à MAGG.

Por isso, decidiram abrir o nome do espaço a algo mais alargado — Plant Base — de maneira a que todos possam ter lugar.

Vegan Junkies. Quem disse que os vegan só comem salada?
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Para já, a dividir o espaço está a pizzaria Baked, a comida argentina do Eh Wachin e os pratos paquistaneses do Bash. Assim, e se a preferência cair para a comida italiana conte , entre outras, com pizzas de jaca e cebola (10€), pesto e tomate (9€) ou cogumelo e mozzarella (12€).

Já no Eh Wachin, o projeto do argentino Miguel Yampa, encontra as famosas empanadas sul americanas mas com recheios que nada têm de comum: espinafres cebola e tofu (3,50€), cogumelos, quinoa e cebola (4,50€) ou Beyond Meat, cebola e vegetais (5€), são algumas das mais impressionantes.

Se a ideia é ir de cabeça para pratos mais exóticos, encontra no Bash a resposta. Natural do Paquistão, traz os sabores mais típicos da região, mas na versão vegan e contemporânea. Ora atente a estes pratos: couve flor fumada com limão, coentros e especiarias (8,50€), caril de beringela acompanhada de arroz e pão chapati (9,50€), jaca em molho de tomate e cebola (10,50€) e pakoras (uma espécie de patanisca) de batata e espinafres (6€).

No Tanah há coxinha, queijo e hambúrguer. E tudo é vegan
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Ainda que cada projeto tenha o seu representante na cozinha, que prepara os ingredientes e a forma de confeção, o Plant Base tem um chef comum que ajuda a tornar todos os pratos ainda melhores.

"É uma espécie de laboratório que junta gente criativa e que tem aqui uma forma de fazer o seu projeto crescer", explica Vinicius, apontando que este tipo de cozinha comunitária é o futuro. "Poupa-se imenso em renda e contas, só traz vantagens".

Ainda com um espaço reduzido — apenas três meses — o Plant Base dedica-se ao take away e às entregas — para já na Glovo e em breve na Uber Eats — e prepara também uma esplanada. Nos próximos meses, são vários os projetos a juntar-se ao laboratório e Vinicius avisa: "Vêm aí muitas surpresas."

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