A francesa Annie Ernaux é a nova Nobel da Literatura, foi hoje anunciado pela academia sueca. A autora, de 82 anos, não era apontada como uma das favoritas (ainda não foi desta Haruki Murakami), mas foi destacada pela "enorme coragem" com escreve sobre "constrangimentos coletivos da memória pessoal". Em Portugal não há muitos livros editados em português de Annie Ernaux, mas é possível encontrar aquelas que são, talvez, as suas duas obras mais notáveis, "Os Anos" e "O Acontecimento".

Annie Ernaux nasceu a 1 de setembro de 1940, em Yvetot, na Normandia, com o nome de solteira de Annie Duchesne. Os pais, de classe média, tinham uma mercearia e sempre privilegiaram a educação da filha. Annie estou nas universidades de Rouen e Bordéus e doutorou-se em Literatura Moderno, passando a lecionar na faculdade.

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Em 1974, publicou o seu primeiro livro, autobiográfico, chamado "Les Armoires vides". Quase todas as suas obras abordam temas relacionados com a sua vida e vivência pessoais, criando assim narrativas muito autênticas e que geram sentimento de identificação no leitor. A doença da mãe, o seu aborto, o casamento tudo foram temas de livros.

Em 2008, publicou aquela que é considerada pela generalidade dos críticos como a sua melhor obra, "Os Anos", uma memória histórica, que mistura a sua vivência com a história do momento. O livro começa logo após a II Guerra e vai até aos anos 2000.

“Annie Ernaux acredita na libertação da força da escrita. O seu trabalho é intransigente e escrito numa linguagem simples. E quando, com coragem e precisão, descreve a vergonha, a humilhação, a inveja ou a incapacidade de ver quem somos, atinge algo admirável”, afirmou Anders Olsson, presidente do Comité do Nobel.

Annie Ernaux é a 17.ª escritora premiada com o Nobel da Literatura.

Veja aqui os quatro livros editados em português.

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