Um ringue, várias mulheres e um programa de luta (ou wrestling) que tem de começar a ser ensaiado antes de ir para o ar. É este o ponto de partida de "Glow", a série exclusiva da Netflix que põe as mulheres no centro de um ringue historicamente habitado por homens.

Elas não sabem lutar nem executar as manobras que, sabemos bem, são previamente combinadas para que prendam a atenção do espectador. Mas depressa aprendem e dão tanto ou mais show do que os homens.

Com apenas três temporadas, "Glow", que mistura drama e comédia, baseia-se numa história real ao acompanhar um grupo de mulheres que, na década de 80, protagonizaram, nos EUA, aquele que foi o primeiro programa de televisão de wrestling feminino.

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A série recupera a transição de algumas dessas mulheres que, desafiando as convenções sociais do seu tempo, saltam para dentro do ringue para lutar entre si, mesmo que através de golpes devidamente encenados antes. O verdadeiro pontapé, no entanto, é ao patriarcado, que as castra e tem expectativas elevadas e irreais sobre qual deve ser o papel em sociedade.

Ainda que "Glow" nunca tenha sido, segundo a Netflix, uma das séries mais vistas da plataforma, era uma das que, ano após ano, arrecada várias nomeações nas categorias principais dos Emmys e dos Globos de Ouro.

A explicação é simples: além de visualmente apelativa, a escrita equilibrava a luta em ringue das mulheres, com outras lutas bem mais complicadas — como os seus dilemas pessoais e a sensação de não pertença num universo tipicamente masculino.

A qualidade do elenco, claro, também ajudou. Escrita pelo humorista, e também protagonista, Marc Maron ("Quase Famosos"), fazem parte da série nomes como Alison Brie, Betty Gilpin, Britt Baron, Sydelle Noel, Kate Nash, Britney Young e Gayle Rankin.

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