Desliga o computador, termina o dia de trabalho e salta da secretária para o sofá. Hora de escolher uma série nova para ver, pensa. Não lhe apetece nada de muito extenso, que obrigue a várias horas de atenção à mesma história e às mesmas personagens, mas sim uma coisa que, perceba de antemão, tenha um princípio, um meio e um fim. E, melhor ainda, que tenha poucos episódios. Não tendo, que os episódios sejam, pelo menos, relativamente curtos.

Sem pensar muito, encontrámos "Special", da Netflix, focada na história de um jovem gay que sofre também de paralisia cerebral. Ao longo dos episódios, acompanhamos os dilemas com que o próprio se depara, mas também o preconceito — neste caso, em dose dupla —, de que vai sendo vítima à medida que se movimenta pelo mercado do trabalho.

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Misturando o drama e a comédia, o melhor da série é que tem apenas oito episódios de cerca de 17 minutos. Mas não é a única.

Sugerimos outras seis que, garantimos, consegue ver em um ou dois dias.

"Crashing" (Netflix)

Em troca de uma renda muito mais baixa do que aquela que pagavam nas suas habitações, um grupo composto por 20 amigos muda-se, contra todas as probabilidades, para um hospital abandonado do qual farão a sua nova casa.

Em poucos dias, o grupo vê-se envolvido em dilemas vários e em situações caricatas com as quais nunca imaginaram ter de lidar.

Composta por apenas uma temporada, "Crashing" tem seis episódios com cerca de 25 minutos cada. Bónus: uma das protagonistas é Phoebe-Waller Bridge (de "Fleabag"). Pode ver toda a história em pouco mais de duas horas.

"It's A Sin" (HBO)

Aqui a epidemia não é a da COVID-19, mas a da Sida, que assolou Londres no início dos anos 80 e que serve de mote para a história de "It's a Sin", a nova série disponível na HBO e criada por Russell T. Davies, o mesmo que idealizou e escreveu "Years and Years". A crise sanitária que viajou entre fronteiras, sabemos agora, é-lhe muito próxima.

O foco está num grupo de amigos que, cada um à sua maneira, começa por libertar-se das famílias castradoras que os impedem de ser quem verdadeiramente são. É de um berço comum, o da intolerância, que estes amigos acabam por ver uns nos outros a família que nunca tiveram.

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Passam a viver juntos e juntos abraçam os excessos da noite londrina à medida que, do outro lado do mundo, começam a chegar notícias dos EUA sobre uma doença devastadora. No total, a série tem uma duração total de 3 horas e 59 minutos.

"Special" (Netflix)

Deambulando entre a ficção e a realidade, a série de comédia é uma espécie de autobiografia de Ryan O’Connell, a pessoa que na série dá vida a Ryan e que, tal como a personagem, é um homem gay que sofre de paralisia cerebral.

E a história de "Special" parte precisamente desta premissa, acompanhando a entrada de um jovem adulto no mercado do trabalho à medida que este se vê obrigado a lidar não só com as suas primeiras relações amorosas, mas também com o preconceito daqueles com quem se vai cruzando nos mais variados contextos.

A série tem apenas oito episódios de 12 a 17 minutos de duração. Ou seja, pode ver tudo em pouco mais de duas horas.

"I am Not Okay With This" (Netflix)

Este original da plataforma de streaming segue o estilo muito próprio de “The End of the F***ing World” — até porque o realizador, Jonathan Entwistle, é o mesmo — e conta a história de uma jovem que perdeu o pai recentemente.

Enquanto tenta lidar com a perda, Syd vê a melhor amiga a ser engolida pela nova relação com o miúdo mais popular da escola, e tenta lidar com a incapacidade de estabelecer uma ligação com a mãe.

Ao longo de todo esse processo de habituação à nova realidade, descobre que tem superpoderes. A primeira temporada demora apenas duas horas e meia a ser vista.

"Run" (HBO)

Criada por Vicky Jones e produzida pela criadora de "Fleabag", a história foca-se na protagonista que decide deixar toda a sua vida para trás para revisitar o passado com o namorado da faculdade.

É que há cerca de 17 anos, os dois fizeram um pacto: se um deles enviasse uma mensagem ao outro com a palavra "Run" ("corre", em português) e o outro respondesse com a mesma palavra, ambos estavam obrigados a deixar tudo para trás e a partir juntos para uma viagem pelos EUA.

A série tem apenas uma temporada de sete episódios com cerca 20 minutos cada. A história tem, aproximadamente, 2 horas e 50 minutos de duração.

"Don't F**k With Cats" (Netflix)

A série documental remete para a investigação que de um homem que, em 2012, ficou conhecido como o canibal do Canadá, depois de ter assassinado um estudante chinês com quem se tinha envolvido e de o ter cortado em pedaços.

Partes do corpo do jovem foram enviados para as sedes de partidos políticos e para escolas. Outras, foram comidas pelo assassino.

A série tem apenas três episódios de cerca de 60 minutos cada. No total, demora pouco mais de três horas a ver os três.

"Bonding" (Netflix)

Protagonizada por Zoe Levin e Brendan Scannell, a série foca-se nas peripécias de Tiff, uma jovem estudante de Nova Iorque que, à noite, assume uma nova identidade enquanto dominatrix — contratando o seu melhor amigo, Pete, para a ajudar nas sessões eróticas que a própria vai conseguindo marcar com aqueles que procuram os seus serviços.

Enquanto comédia dramática, muito vezes aproximando-se do humor negro, "Bonding" mostra, essencialmente, os dilemas de uma jovem que se vê obrigada a conciliar as exigências da sua vida de estudante com o preconceito, o estigma e os esforços do seu percurso enquanto trabalhadora do sexo.

As duas temporadas, com episódios de cerca de 15 minutos, demoram pouco mais de quatro horas a serem vistas.

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