Janeiro e fevereiro não vão ser meses fáceis para quem é fã de cinema e quer estar a par de todas as grandes produções nomeadas para os Óscares. A cerca de duas semanas da cerimónia de maior prestígio da indústria de Hollywood, chegam a Portugal mais dois dos nomeados. Falamos de "Mulherzinhas" e "Jojo Rabbit", ambos nomeados na categoria de Melhor Filme onde vão concorrer com "Joker", "Parasitas", "Era Uma Vez... em Hollywood" e "1917" — que levou para casa o Globo de Ouro de Melhor Filme.

Ambos começaram a ser exibidos em cartaz na quinta-feira, 30 de janeiro, e estão nas grandes salas de cinema do País. Enquanto "Mulherzinhas" é a sétima adaptação em cinema do livro clássico de Louisa May Alcott, "Jojo Rabbit" é uma sátira à Segunda Guerra Mundial e que acompanha uma criança de apenas 10 anos que tem Hitler como amigo imaginário.

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Segundo a crítica internacional, é o humor deste filme e a abordagem aos horrores da guerra que fazem de "Jojo Rabbit" uma produção interessante e cada vez mais importante — numa altura em que a intolerância cresce e cada vez mais se fala em construir muros.

Outra das estreias da semana é a nova produção de Roman Polanski que, embora não esteja nomeado para nenhum Óscar, é um dos títulos também muito elogiados pela crítica. A pensar num fim de semana fora de casa, mostramos-lhe as três estreias de cinema imperdívies e o que os críticos estão a dizer sobre elas.

1. "Mulherzinhas", de Greta Gerwig

É um dos nomeados para o Óscar de Melhor Filme e que se estreia em Portugal duas semanas antes da grande cerimónia de Hollywood. "Mulherzinhas", realizado por Greta Gerwig, é a sétima adaptação do livro clássico de Louisa May Alcott, e conta a história das quatro irmãs March — todas elas decididas em viver a vida à sua maneira e pouco preocupadas em corresponder às expectativas da sociedade de 1868.

Com Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh e Eliza Scanlen no papéis principais, a produção nomeada nas categorias de Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Banda Sonora está a ser elogiada pela crítica internacional que considera o filme um forte candidato ao prémio principal.

Segundo a revista "New Yorker", não há dúvidas: este é capaz de ser o melhor filme alguma fez realizado por uma mulher americana. "Embora não seja possível prever se a passagem do tempo virá a ser cruel ou gentil com 'Mulherzinhas', de Gerwig, este pode simplesmente ser o melhor filme alguma vez feito por uma mulher americana. E como qualquer boa americana, a violência nunca está longe da história. E embora este seja um filme familiar, há muitos beliscões e socos que são dados pelos membros do clã March", lê-se.

Já o "The New Republic" elogia a inteligência da adaptação de Greta Gerwig, que dá corpo a um filme feminista e refrescante. "A adaptação de Gerwig ao texto de Louisa May Alcott é inteligente, fugaz, refrescante, senão radical, e tão orgânico nas suas convicções feministas como na representação da união através do amor."

"Mulherzinhas" está em exibição nas grandes salas de cinema portuguesas desde quinta-feira, 30 de janeiro.

2. "Jojo Rabbit", de Taika Waititi

Nomeado para o Óscar de Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Design de Produção e Melhor Guarda-Roupa, "Jojo Rabbit" é outra das grandes estreias da semana que junta o realizador Taika Waititi e Scarlett Johansson numa sátira à Segunda Guerra Mundial. O filme passa-se na Alemanha Nazi durante a fase final do conflito, e acompanha a figura de um rapaz de apenas 10 anos cujo amigo imaginário é Hitler.

O filme, que deambula entre o drama e a comédia, ganha corpo quando o mesmo rapaz encontra uma rapariga judia e aceita escondê-la das forças alemãs desde que esta lhe ensine os "segredos dos judeus" para que possa escrever um livro sobre isso. Além de estar nomeado ao prémio mais importante da gala de maior prestígio de Hollywood, "Jojo Rabbit" venceu o prémio votado pelo público do Festival Internacional de Cinema de Toronto — o que parece estar em concordância com a opinião da crítica internacional.

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Segundo o "Detroit News", o filme é acessível e muito importante, especialmente nesta altura em que cada vez mais se pensa em erguer muros e fechar portas. "O filme 'Jojo Rabbit' é inteligente, acessível e inclusivo. É uma produção que abre portas numa altura em que todos as estão a fechar com força. É uma celebração da vida que nos convida a dançar. Por isso, dancem", lê-se.

Já a revista "Time" garante que é o balanço entre o humor e o drama do realizador que permite tornar o filme tão interessante e importante nos dias de hoje. "É a capacidade de Taika Waititi em contrastar o humor com a consciência dos horrores reais da Segunda Guerra Mundial que fazem desde 'Jojo Rabbit' um filme excecional e importante."

3. "J'accuse — O Oficial e o Espião", de Roman Polanski

A mais recente produção de Roman Polanski não está nomeada para qualquer categoria dos Óscares. No entanto, é uma das estreias mais interessantes da semana. A história passa-se em meados de 1894 e a sinopse de "J'accuse — O Oficial e o Espião" faz prever uma história repleta de intriga, traição e drama. O filme começa quando um capitão francês é acusado injustamente de traição à pátria, desencadeando uma série de eventos que o vão conduzir à pena de morte.

Apesar de a sinopse fazer prever uma história relativamente simples, a crítica internacional tem dado nota positiva ao novo trabalho de Polanski, que permanece exilado depois das acusações de abuso sexual a uma menor. 

O jornal britânico "The Guardian" assemelha a produção a uma peça de carpintaria "profissional, sólida e bem trabalhada". "O novo trabalho de Roman Polanski é tal e qual como uma peça de carpintaria profissional, sólida e bem trabalhada. Como uma peça típica do mobiliário vitoriano: foi construída para durar e para ser usada. E quanto mais tempo se olha para ela, mais impressionante é."

"J'accuse — O Oficial e o Espião" está nas principais salas do País desde quinta-feira, 30 de janeiro.

E ainda... "Diamante Bruto", de Josh Safdie e Benny Safdie

Permita-nos a pequena batota. É que embora "Diamante Bruto" não chegue às salas de cinema portuguesas, por ser um exclusivo da Netflix em Portugal, merece ser visto e fazer parte deste artigo. Até porque é um dos filmes mais elogiados dos últimos meses, muito devido à prestação de Adam Sandler — o mesmo que já fez parte de várias comédias românticos que receberam pouco apreço pela crítica.

Adam Sandler dá vida a Howard Ratner, joelheiro e gerente de uma joalharia em Nova Iorque, que se vê no dilema de não conseguir fazer dinheiro suficiente para pagar todas as dívidas decorrentes do vício no jogo. Enquanto isso, as contas vão amontoado, a sua vida pessoal vai ficando cada vez mais descuidada e os credores não desistem de recuperar todo o dinheiro que lhes pertence.

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A "FilmWeek" diz não ter dúvidas de que este é melhor trabalho de Adam Sander. "Adam Sandler faz aqui o melhor trabalho de sempre da sua carreira. E mostra que, uma vez que seja desafiado a isso, é capaz de superar todos os desafios e fazer trabalhos destes", lê-se.  A Associated Press é da mesma opinião. "O Adam Sandler merece todos os elogios que está a receber porque está a provar mais uma vez que, com o material certo, tem a capacidade incrível de alcançar o que de mais profundo há em nós."

"Diamente Bruto" chega à Netflix a 31 de janeiro.

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