A 90.ª edição da Feira do Livro de Lisboa vai realizar-se entre 27 de agosto e 13 de setembro em Lisboa e as novas datas vêm substituir aquelas em que habitualmente o evento se realizava: entre maio e junho. Este ano, devido à COVID-19 a feira teve de ser adiada, no entanto, uma vez que a situação ainda não está normalizada, o evento vai decorrer com algumas restrições.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) limitou o número de visitantes a 3.300 pessoas, o uso de máscara será obrigatório dentro das alamedas e das áreas expositivas instaladas no Parque Eduardo VII, junto ao Marquês de Pombal, e por todo o recinto haverá ainda “muito gel desinfetante”, refere o secretário-geral da APEL, Bruno Pires Pacheco, ao jornal "Observador".

E como é que a lotação será controlada? Através do staff da Feira do Livro que tem como missão controlar quem entra e quem sai das duas entradas principais, na zona norte e sul do parque, garantido ainda o uso de máscara. Se necessário, os colaboradores poderão ainda recorrer a “baias e fitas para vedar” para “fechar o perímetro”, afirma Bruno Pires Pacheco. "Não queremos que haja a mínima sensação de aperto, de excesso de público", destaca o secretário-geral da APEL.

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Outra das medidas aplicadas este ano foi redução da área de restauração, privilegiando o chamado consumo 'on the go'. Já quanto à venda e consumo de bebidas alcoólicas será permitido “segundo as recomendações” das autoridades competentes, revela o responsável.

Os livros nacionais e internacionais vão distribuir-se entre os 310 pavilhões, 638 marcas editoriais e 117 participantes — que faz desta a segunda maior edição de sempre. As apresentações de livros, bem como sessões de autógrafos, estão este ano restritas apenas a três auditórios, dois deles novos, ao contrário do que acontecia em anos anteriores, em que os escritores ocupavam praças ao longo da alameda.

Os auditórios Sul, Poente e Nascente estão sujeitos a um número máximo de espectadores sentados — de 48, para o primeiro, e 24 nos seguintes —, e ainda a tempo de utilização: 45 minutos. Entre os eventos a decorrer nos auditórios não estão programados show cookings, uma vez que não vão fazer parte do planeamento deste ano.

Perante estas restrições, algumas editoras decidiram não fazer apresentações e lançamentos de livros, como é o caso da Tinta-da-China, que manterá apenas as sessões de autógrafos de autores como Ricardo Araújo Pereira, Filipe Melo ou Dulce Maria Cardoso, mediante medidas apertadas.

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Para o Auditório Sul já estão programados vários concertos com nomes como o saxofonista Mark Cain, Matay, o mais votado da primeira semifinal do Festival da Canção, e ainda um concerto de Entressonhar, do projeto GEO, conforme revela a APEL.

Além das medidas de proteção para a COVID-19, outras querem proteger o planeta, como é o caso dos 30 mil sacos reutilizáveis que serão disponibilizados e, para quem tem mobilidade reduzida, vão estar à disposição cadeiras de rodas.

A 90.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, de 27 de agosto e 13 de setembro, vai estar aberta de segunda a quinta-feira entre as 12h30 e as 22h, e até à meia-noite de sexta-feira e sábado. Já aos domingos, o horário é das 11h às 23h. Conte ainda com o habitual desconto mínimo de 50% para livros lançados há mais de 18 meses de segunda a quinta-feira, na última hora da feira.

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