Nas pesquisas que faço sobre o tema da pedagogia infantil, deparei-me com a abordagem Reggio Emilia, que achei muito interessante. Esta pedagogia surge, no pós Segunda Guerra Mundial, da ideia de um grupo de mulheres da cidade italiana de Reggio Emilia, que "procurava um modelo diferente de escola, integrada na comunidade e com formação pautada na ética e no desenvolvimento de competências".

Loris Malaguzzi, hoje unanimemente considerado o pai desta abordagem, descreve-a como uma filosofia pedagógica que "incentiva o desenvolvimento intelectual das crianças por meio de um foco sistemático sobre a representação simbólica".

“A criança é feita de cem
A criança tem cem mãos
cem pensamentos
cem modos de pensar
de jogar e de falar.

Cem sempre
cem modos de escutar
de maravilhar
e de amar."

Loris Malaguzzi (1920-1994)

A atividade que hoje trago baseia-se precisamente numa das vertentes da Reggio Emilia: a autorrepresentação como forma de expressão para o autoconhecimento.

Materiais:

  • Todo o tipo de material de uso quotidiano, reciclável, ou encontrado na natureza, como rolhas, tampas de garrafa, cordéis, fios, folhas secas, conchas, botões, massas, arroz, feijões secos ….
  • Cartão
  • Cola
  • Palhinhas

Instruções:

Esta é uma atividade simples, mas deve ser realizada com a ajuda e supervisão de um adulto.
A ideia é pedir à criança que construa o seu autorretrato, a partir de materiais não convencionais.
Porque não dar um passeio com os miúdos pela praia ou num jardim, para recolher elementos naturais que ajudem a imaginação?

Uma vez escolhidos os materiais, a criança deve colá-los num cartão, representando a sua imagem, como se tratasse de uma selfie. Depois deve colar as palhinhas em redor do cartão para formar a moldura. No vídeo  utilizo as conchas a representar o meu sorriso, porque adoro o mar.

A imaginação não tem limites, nem a diversão!

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