Um estudo piloto feito a 36 pessoas identificou anomalias nos pulmões de doentes com COVID-19 prolongada, que podem explicar o motivo pelo qual muitas pessoas continuam a sentir falta de ar muito tempo depois de terem estado infetadas.

Tendo em conta os resultados alcançados com o estudo, levanta-se assim a possibilidade de a COVID-19 causar danos microscópicos nos pulmões que não são detetados nos exames de rotina habituais, noticia o jornal britânico "The Guardian".

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De acordo com Emily Fraser, consultora nos hospitais da Universidade de Oxford e coautora do estudo, as últimas descobertas constituem as primeiras evidência de que a saúde pulmonar subjacente pode ser prejudicada. "Isso sugere que o vírus está a causar uma anomalia persistente na microestrutura dos pulmões ou na vasculatura pulmonar", disse a coautora do estudo, citada pelo mesmo jornal.

Claire Steves, professora clínica sénior do King's College London, afirma que as descobertas têm interesse significativo para quem vive com falta de ar a longo prazo após a infeção pelo novo coronavírus. Apesar de não ter estado envolvida no estudo, Steves frisa que os resultados "sugerem que a eficiência do pulmão em fazer o que deve fazer – trocar dióxido de carbono por oxigênio – pode ser comprometida, mesmo quando a estrutura do pulmão parece normal".

Ainda assim, por se tratar de um estudo preliminar, a professora referiu que é preciso guardar pela conclusão do estudo "para saber se essas descobertas iniciais são robustas e, em caso afirmativo, quais são as ramificações em termos de possíveis tratamentos".

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